O cenário do futebol mundial continua a ser desafiado pela longevidade de Kazuyoshi Miura. Aos 57 anos, o jogador de futebol mais velho do mundo em atividade foi oficialmente apresentado em sua nova casa. O atacante, que defendeu as cores do Oliveirense, de Portugal, na última temporada, retorna ao Japão para atuar pelo Atlético Suzuka. A negociação foi concretizada por meio de um empréstimo junto ao Yokohama FC. Miura, que participou de cinco partidas neste ano e não entra em campo desde o dia 19 de maio, chega com a experiência de quem se recusa a deixar os gramados.
Raízes profundas no Brasil
A trajetória interminável de “King Kazu”, como é conhecido, tem suas origens entrelaçadas com a história do futebol brasileiro. Sua carreira começou ainda na década de 1980, sendo projetado para o esporte justamente nos gramados de São Paulo. O japonês iniciou sua caminhada no XV de Jaú, no interior paulista, e acumulou passagens por gigantes do estado, vestindo as camisas de Santos e Palmeiras, além de defender o Coritiba e o CRB em solo nacional. Essa conexão com o Brasil serviu de base para uma carreira internacional que incluiu passagens pela Europa, onde atuou pelo Genoa, da Itália, e pelo Dinamo Zagreb, da Croácia. Em sua terra natal, além do Yokohama FC, o veterano é ídolo em clubes como Vissel Kobe e Verdy Kawasaki.
A meta dos 60 anos
Com mais de quatro décadas dedicadas ao esporte profissional, Miura deixa claro que a aposentadoria ainda não faz parte de seus planos imediatos. Sua performance continua a surpreender: no ano passado, durante a vitória do Oliveirense sobre o Leixões por 4 a 3, na segunda divisão portuguesa, ele foi eleito o melhor jogador da partida. Na ocasião, em entrevista à emissora Sport TV, de Portugal, o atacante demonstrou humildade e ambição. Ele agradeceu o apoio dos torcedores, do clube e dos companheiros, enfatizando que o prêmio individual era mérito do coletivo, e finalizou com uma declaração contundente: pretende estender sua carreira até os 60 anos de idade.
Ecos no futebol paulista e bastidores
Enquanto Miura segue desafiando a lógica do tempo, o futebol paulista — palco onde ele foi revelado — continua fervilhando com seus dramas diários e rivalidades intensas. No contexto atual dos clubes que fazem parte da história do japonês, as atenções se voltam para os detalhes táticos e físicos que decidem clássicos. Há uma incerteza pairando sobre a escalação do São Paulo para o confronto contra o Palmeiras, antigo clube de Kazu. A dúvida recai sobre a utilização de Lucas pelo técnico Hernán Crespo, especialmente considerando as preocupações com o desempenho e a condição física no gramado sintético do rival.
A cobertura detalhada desses bastidores, que conectam o passado histórico de figuras como Miura ao dia a dia frenético dos clubes paulistas, é trazida por uma imprensa especializada e experiente. As informações são apuradas por profissionais com longa rodagem no jornalismo esportivo, como o atual repórter e editor do “Avante Meu Tricolor”. Com uma carreira iniciada em 2004, o jornalista acumula passagens por grandes veículos de comunicação, incluindo Gazeta Esportiva, Terra, Estadão, Folha de S. Paulo e Lance, além de colaborações para o UOL e TV Bandeirantes. Cobrindo o dia a dia do São Paulo FC in loco desde 2022, essa expertise permite uma análise aprofundada tanto das lendas que partiram para o mundo quanto das questões táticas que definem os clássicos de hoje.
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