Yuki Tsunoda revelou detalhes sobre sua repentina promoção dentro da Red Bull pouco antes do Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1 e destacou um ponto que lhe causou estranheza: até agora, não recebeu nenhum contato direto de seu mentor Helmut Marko, conselheiro de pilotos da equipe austríaca.
Após o GP da China, a Red Bull tomou uma decisão surpreendente e ousada ao substituir Liam Lawson por Tsunoda, depois de duas atuações abaixo do esperado do neozelandês com o RB21. Assim, Tsunoda foi escalado para correr em casa, enquanto Lawson retorna à equipe irmã, a Racing Bulls.
De acordo com o piloto japonês, ele foi avisado logo após o fim de semana em Xangai por Christian Horner, chefe da Red Bull, de que novidades sobre seu futuro estavam a caminho. Porém, o silêncio de Marko chamou atenção.
“O primeiro telefonema que recebi foi do Christian, logo depois da China. Ele disse que eu talvez devesse me preparar para mudanças que estavam por vir”, contou Tsunoda. “Acho que foi numa terça-feira, algo assim.”
“Surpreendentemente, [Marko] ainda não me ligou, o que é muito incomum. Não sei se ele estava ocupado com outras coisas. Estou curioso para vê-lo e saber como ele vai reagir à minha mudança. Mas, sim, é algo fora do comum.”
Tsunoda ressaltou que, desde sua ascensão da Fórmula 3 até a Fórmula 1, Marko sempre o acompanhou de perto. “Em todas as etapas anteriores, ele sempre me ligava. Desta vez não aconteceu. Mas nossa relação continua boa, então vamos ver como ele vai reagir.”
No momento em que recebeu a confirmação de que assumiria o carro da Red Bull para a corrida em Suzuka, Tsunoda já estava no simulador da Racing Bulls, se preparando para a etapa japonesa. A mudança de planos foi imediata, e ele teve que se adaptar rapidamente ao simulador da Red Bull.
“Eu já estava no Reino Unido, me preparando com a Racing Bulls para Suzuka. Mas o plano mudou”, explicou o piloto. “Logo depois, tive uma sessão semelhante no simulador da Red Bull. Passei uns dois ou três dias lá no Reino Unido.”
Apesar da pressão que naturalmente acompanha uma estreia em casa e com um novo carro, Tsunoda afirma que está lidando com a situação com tranquilidade. Ele ainda recebeu mensagens de apoio de ex-companheiros da Red Bull, como Sergio Pérez e Pierre Gasly.
“Não sinto tanta pressão neste momento, acho que ela aparece de verdade quando entramos na pista”, comentou. “Por enquanto, estou bem relaxado. Na verdade, me senti como se ainda estivesse na Racing Bulls. Quando entrei na área de hospitalidade, só pensava no café da manhã! Então, por enquanto, não sinto essa pressão toda.”
Ele reconhece que a tensão deve aumentar com a proximidade da corrida: “Essas coisas vêm naturalmente, principalmente na qualificação. Vai ser tudo bem agitado, mas agora não adianta me preocupar com isso.”
A expectativa em torno da performance de Tsunoda em Suzuka é alta, especialmente por se tratar do seu país natal e por estar no cockpit da principal equipe da Red Bull. No entanto, o japonês parece determinado a aproveitar o momento com equilíbrio e sem se deixar levar pela ansiedade.
Com um relacionamento ainda positivo com Helmut Marko e o respaldo da equipe, a corrida em casa poderá representar um novo capítulo para o piloto japonês — talvez o mais importante de sua carreira até agora.
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