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Zion Williamson, o sonho de todas franquias da NBA no Draft 2019

Zion Williamson comemora uma cesta em partida contra Notre Dame em 28/01/2019 (Joe Robbins/Getty Images)
Zion Williamson comemora uma cesta em partida contra Notre Dame em 28/01/2019
(Joe Robbins/Getty Images)

De tempos em tempos, a NBA se vê diante de um draft em que a única dúvida fica por conta de qual franquia ficará com a primeira escolha no sorteio. Isso porque, quanto ao calouro a ser escolhido, não há dúvidas. Patrick Ewing (1985), Shaquille O’Neal (1992), Tim Duncan (1997) e LeBron James (2003) são apenas alguns exemplos. E agora, com Zion Williamson, estamos diante do mesmo cenário.

Nas bolsas de apostas de Las Vegas, quem casa US$ 20 em Zion como nº 1 no Draft 2019 tem a perspectiva de receber somente US$ 1 se o palpite for confirmado no dia 20 de junho. E tudo indica que nos próximos meses será necessário fazer apostas mais elevadas para ter o mesmo retorno.

Há ao menos dois motivos para a história estar se repetindo em 2019. Em primeiro lugar, essa classe, sem dúvida alguma, é menos talentosa do que as de outras edições do draft. Logo, há menos espaço para discussões sobre qual candidato é o mais promissor. Em segundo lugar, porque Zion Williamson de fato é um jogador que se destacaria naturalmente em qualquer classe, como veremos a seguir.

Porte físico e atleticidade excepcionais

Aos 18 anos de idade, Zion Williamson mede 2,01m de altura e pesa 129kg. Esses números, contudo, deverão ser atualizados oficialmente em maio, quando ocorrerá o Draft Combine, em Chicago. De todo modo, trata-se de um verdadeiro tanque de guerra. Não é por acaso que quando criança o ala-pivô jogou futebol americano, onde seus atributos físicos também eram muito bem-vindos.

Mas não imagine que os seus quase 130kg comprometam de alguma forma a sua mobilidade. Zion tem uma impulsão extraordinária e construiu uma reputação de especialista em enterradas na NCAA.

As 10 melhores enterradas de Zion Williamson

Fonte: ESPN

Apesar do sucesso alcançado por jogadores como Stephen Curry, James Harden e Kyrie Irving, a NBA continua sendo uma liga onde a força física é extremamente importante. Lembremos, por exemplo, que Giannis Antetokounmpo, apesar de sua altura e envergadura excepcionais, somente conseguiu se tornar um jogador dominante depois de ganhar massa muscular.

Mentores na família e versatilidade

Dificilmente um jovem chega ao estágio em que Zion está, aos 18 anos de idade, sem ter recebido uma atenção muito especial durante a infância e a adolescência. Zion foi trenado quando menino pela mãe, Sharonda Sampson, que é professora de Educação Física, e posteriormente por seu padrasto, Lee Anderson, que atuou na NCAA nos anos 1970.

Sob a tutela dos seus familiares, Zion desenvolveu uma habilidade no drible rara de ser encontrada entre jogadores que não são talhados para atuar na armação. Hoje, pode ocupar as posições 3 e 4, mas tem plenas condições de ser aproveitado como ala-armador ou até mesmo como pivô em um small ball. E essa versatilidade nunca foi tão valorizada pela NBA quanto é atualmente.

Procedência e números de elite

Em janeiro de 2018, Zion Williamson anunciou que defenderia Duke no basquete universitário. Essa escolha o colocou em um patamar ainda mais elevado em comparação com os demais membros da classe de 2019, já que Duke é reconhecida como uma das universidades mais qualificadas na arte de desenvolver jogadores.

Obviamente, nem todos os jogadores provenientes de Duke brilharam na NBA, mas a maioria chegou à liga apresentando um nível de domínio dos fundamentos do basquete bastante elevado. Basta conferir o desempenho na temporada de estreia de jogadores como Christian Laettner, Grant Hill, Elton Brand, Kyrie Irving e Jayson Tatum.

Em sua primeira e única temporada em Duke, Zion está registrando as seguintes médias: 22,4 pontos, 9,2 rebotes, 2,3 assistências, 2,3 roubos de bola e 1,9 bloqueio com 68,3% de aproveitamento nos arremessos de quadra. Logo, está produzindo um impacto extremamente positivo nos dois lados da quadra.

Zion Williamson, especial desde o batismo

Quando nasceu, a bisavó materna de Zion (pronuncia-se “Zaion”) sugeriu que o garoto recebesse um nome muito especial. A sugestão foi acatada por Sharonda Sampson, que se inspirou no Monte Sião para escolher o nome do filho. O Monte Sião é mencionado na Bíblia como sede do palácio construído pelo Rei Davi e é um local venerado até hoje por judeus, cristãos e muçulmanos. Predestinado para ser especial, Zion está cumprindo à risca a profecia da bisavó.

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