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Russell Westbrook e uma marca simplesmente lendária

Russell Westbrook arremessa marcado por Ricky Rubio (Sue Ogrocki/AP)
Russell Westbrook arremessa marcado por Ricky Rubio (Sue Ogrocki/AP)

Na última sexta-feira (22/2) a Chesapeake Energy Arena, em Oklahoma City, foi palco de um dos jogos mais emocionantes da temporada, quando, após duas prorrogações, o time da casa derrotou o Utah Jazz por 148 a 147. O jogo teve direito a um show particular de Paul George para embalar sua corrida ao prêmio de MVP da temporada regular, um aguerrido Donovan Mitchell pelo lado do Utah Jazz e uma marca inédita na história da NBA sendo registrada por Russell Westbrook.

Westbrook, cravando lugar entre as lendas

Quando as páginas da carreira de um jogador passam a se fundir com a própria história da liga, é porque o status quo de lendário vem sendo não apenas buscado, mas também tocado com êxito, temporada após temporada. E aqui cabe abrir uma menção a todo tipo de crítica que circundam os grandes jogadores, pois elas além de fazerem parte da discussão inerente a qualquer um, em determinado momento se ressignificam diante da história.

Na vitória em cima do Utah Jazz, o armador do OKC, Russell Westbrook, após marcar 44 pontos e ter ao seu lado um dos postulantes ao prêmio de MVP, Paul George, anotando 45 pontos e garantido a vitória na segunda prorrogação, atingiu um feito histórico: nos últimos 25 anos, apenas em seis ocasiões dois jogadores do mesmo time marcaram 40 pontos ou mais na mesma partida. E destas seis ocasiões memoráveis, Russell Westbrook marcou presença em quatro. Duas vezes em 2012, uma em 2015 e agora em 2019.

Russell Westbrook foi protagonista em quatro das últimas seis partidas nas quais dois companheiros de equipe marcaram pelo menos 40 pontos (Imagem: reprodução ESPN)
Russell Westbrook foi protagonista em quatro das últimas seis partidas nas quais dois companheiros de equipe marcaram pelo menos 40 pontos
(Imagem: reprodução ESPN)

Antes de Westbrook e um parceiro de equipe alcançarem pela primeira vez essa combinação (quando ele e seu ex-companheiro de time, Kevin Durant, anotaram 40 e 51 pontos, respectivamente, contra o Denver Nuggets, em 2012) uma dupla os antecediam na história: Michael Jordan e Scottie Pippen, em 1996, ao combinarem pra 84 pontos contra o Indiana Pacers em Indianapolis. Jordan marcou 44 pontos e Pippen 40 pontos.

Os 91 pontos combinados de Westbrook e Durant em 2012 foi a quarta maior combinação em um jogo na história da NBA. O topo da lista é ocupado por Kiki Vandeweghe (51 pontos) e Alex English (47 pontos), do Nuggets, combinando para 98 pontos em um jogo entre Denver Nuggets e Detroit Pistons, em 1983.

Elevando companheiros: Paul George na briga pelo MVP

O jogo contra o Utah Jazz na última sexta foi uma epopeia. Os donos da casa passaram por maus bocados no último período, quando Donovan Mitchell simplesmente ignorou qualquer possibilidade de ser testemunha ocular da história que a dupla adversária realizaria até o final do jogo. O ala-armador do Jazz foi valente até o fim, anotando 38 pontos e quase, por muito pouco, saindo de quadra com os louros da vitória e de sua recente e promissora história na NBA. Mitchell foi fundamental na série de playoffs da última temporada, quando o seu Utah Jazz eliminou o OKC, mostrando que quando estas duas equipes estão frente à frente é sempre recomendável uma maior apreciação.

Mas naquele mesmo período em que Mitchell lutava incansavelmente, nos cinco minutos restantes, o que se viu foi Paul George e Westbrook, em algumas bolas de três convertidas, com assistências recíprocas, trazerem o Thunder de volta ao jogo que parecia ir para o buraco. Uma ação que levou o jogo para o overtime. E na primeira prorrogação, após ser eliminado do jogo por estourar o número de faltas, Westbrook abriu lugar no palco para que Paul George brilhasse sozinho: o ala assumiu a responsabilidade na equipe e passou a atuar na armação.

Na segunda prorrogação, no momento em que o jogo parecia caminhar para quem estivesse com mais pernas e até mesmo dava sinais de uma possível terceira prorrogação, Paul George assumiu seu alter ego Playoff P e resolveu a parada com uma cesta magistral em que a bola passou por cima de Rudy Gobert, do Jazz, e este apenas assistiu aquela bola que fechou com chave de ouro uma das melhores noites da carreira de um homem, um dos fortes candidatos ao MVP: Paul Clifton Anthony George, vulgo Playoff P, vulgo PG13 e quem sabe, MVP.

Momentos decisivos de Jazz x Thunder

Pois com um parceiro de equipe como Russell Westbrook, Paul George sabe que esse sonho é possível. Os números e a história são testemunhas de que sim. E as páginas da história continuam a serem escritas noite após noite, e Westbrook mostra que marcar presença nessas mesmas páginas é um de seus maiores atributos.

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