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O novo Blake Griffin e as perspectivas do Detroit Pistons

Blake Griffin cobra um lance livre na partida contra o Chicago Bulls, em 10 de março de 2019 (Chris Schwegler/Getty Images)
Blake Griffin cobra um lance livre na partida contra o Chicago Bulls, em 10 de março de 2019
(Chris Schwegler/Getty Images)

Quando foi enviado para Michigan, em janeiro de 2018, Blake Griffin se sentiu traído por Steve Ballmer, proprietário do Los Angeles Clippers. E mais de um ano depois, ainda há claros sinais de ressentimento por parte do ala-pivô. Porém, isso não impediu que Griffin aproveitasse da melhor maneira possível a oportunidade que está tendo no Detroit Pistons, onde se tornou um jogador muito diferente do que era no início da década, quando só se destacava pelas enterradas.

Entre as temporadas 2010-11 e 2016-17, todas com a camisa do Los Angeles Clippers, somente 80 dos 3.906 arremessos de quadra convertidos por Blake Griffin foram de fora do perímetro (2,1%). Nesse período, boa parte dos pontos por ele marcados nasceram de assistências feitas por Chris Paul. Seus arremessos de média e longa distância tinham baixíssimo nível de incidência e de aproveitamento.

Em 2010-11, por exemplo, sua temporada de estreia na NBA, Griffin converteu somente 7 arremessos de 3 pontos, com aproveitamento de 29,2%, conforme shot chart abaixo.

Shot chart de Blake Griffin na temporada 2010-11 (via stats.nba.com)
Shot chart de Blake Griffin na temporada 2010-11 (via stats.nba.com)

Na atual temporada, com a camisa 23 do Detroit Pistons, Griffin já converteu 156 arremessos de fora do perímetro, quase a metade dos 347 que coleciona ao longo de toda carreira na liga. Mas mais importante do que a frequência com que o jogador está arriscando chutes de longa distância, tem sido o seu aproveitamento: 36,4%.

Essa porcentagem é superior à média da NBA (35,4%) e ao aproveitamento de alguns jogadores ilustres, como James Harden e Kevin Durant (ambos com 35,9%), Kawhi Leonard (35,3%), Bradley Beal (34,5%), entre outros.

Shot chart de Blake Griffin em 2018-19 (via: stats.nba.com)
Shot chart de Blake Griffin em 2018-19 (via: stats.nba.com)

Blake Griffin em grande forma física e fazendo história em Michigan

Ainda resta praticamente um mês para o encerramento da temporada regular 2018-19 e Blake Griffin já participou de mais partidas (63) do que nas últimas três temporadas. Griffin só desfalcou o Pistons em duas partidas até o momento e caso entre em quadra nos 17 jogos restantes, chegará à marca de 80 partidas, registrada pelo ala-pivô pela última vez em 2013-14.

Griffin tem atuado em média por 35,6 minutos na atual temporada, sua maior média também desde a temporada 2013-14. Para quem enfrentou diversos problemas físicos nos últimos anos, essa performance às vésperas de completar 30 anos de idade é uma excelente notícia.

Além disso, Blake Griffin é o cestinha de sua equipe, com média de 25,3 pontos por partida. Em toda história da franquia, somente seis jogadores registraram média de pelo menos 25 pontos por partida (via Basketball Reference). O último foi Jerry Stackhouse, em 2000-01.

Pistons dança conforme a tabela

Em sua primeira temporada à frente do Detroit Pistons, o técnico Dwane Casey está enfrentando grandes dificuldades para garantir uma vaga na pós-temporada. Além de ter que se adaptar a um ambiente totalmente diferente após um longo período em Toronto, o técnico conta com um elenco que sofre de deficiências crônicas e notórias.

Mesmo assim, a franquia ocupa hoje a 6ª colocação da Conferência Leste, tendo vencido 12 das suas últimas 14 partidas. Contudo, essa ótima arrancada foi favorecida por uma tabela benevolente, que incluiu várias partidas contra times sem nenhuma pretensão nessa temporada, como New York Knicks, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers e Atlanta Hawks.

Os 17 compromissos que vêm pela frente na reta final da fase regular prometem ser muito mais complicados. A começar pelo fato de que dez serão fora de casa, nove contra times que estão na zona de classificação para os Playoffs 2019 e seis contra adversários diretos do Leste.

Mas a favor de Casey, Griffin e companhia há pelo menos dois fatores importantes. O primeiro é que os únicos times com possibilidade de “roubar” a vaga do Pistons são Miami Heat, Orlando Magic e Charlotte Hornets, sendo que todos estão apresentando fortes sinais de instabilidade.

O segundo, é que se o Pistons chegar na última rodada precisando de uma vitória para assegurar o seu lugar na pós-temporada, como já ocorreu diversas vezes na NBA, terá o adversário mais fácil da liga: New York Knicks, em Manhattan, onde a franquia nova-iorquina só venceu 6 das 32 partidas que disputou, disparado o pior aproveitamento da NBA.

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