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  • Informação de bandeja sobre a NBA
  • por Rodrigo Enge
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Warriors bate recorde e vence jogo 4 com 38 pontos do MVP

O Warriors quebrou o recorde de bolas de 3 pontos convertidas e arremessadas num jogo das finais (foto: Jose Carlos Fajardo/Bay Area News Group)

O Warriors quebrou o recorde de bolas de 3 pontos convertidas e arremessadas num jogo das finais (foto: Jose Carlos Fajardo/Bay Area News Group)

Stephen Curry ainda não tinha mostrado nas finais o basquete que o tornou MVP unânime da temporada 2015-16. E após a surra que o Golden State Warriors levou no jogo 3 os críticos de plantão rapidamente colocaram em xeque não apenas a premiação do armador, mas a qualidade do time dirigido por Steve Kerr. Mas tudo retornou à normalidade ontem na Quicken Loans Arena, quando o time de melhor campanha da história da NBA venceu por 108 a 97, com direito a quebra de recordes, e o MVP saiu de quadra como cestinha da partida.

O técnico Tyronn Lue, do Cleveland Cavaliers, deu seguimento ao ajuste involuntário que fez no jogo 3, mantendo Richard Jefferson entre os titulares no lugar de Kevin Love, já recuperado da concussão sofrida no jogo 2. A mudança, que foi um dos fatores responsáveis pela vitória acachapante na partida anterior, desta vez não produziu os mesmos efeitos por um motivo simples. O Warriors entrou em quadra com outra atitude, focado na partida, marcando muito melhor, valorizando a posse de bola nos momentos corretos e selecionando melhor os arremessos de quadra.

A partida se manteve equilibrada até o início do 4º período, mas aí todos os trunfos que há quase dois anos fazem do Warriors um time excepcional começaram a pesar. Enquanto Lue praticamente não havia dado descanso para Kyrie Irving, J.R. Smith e LeBron James, Kerr fez uma rotação que garantiu fôlego ao Warriors na reta final da partida.

James McAdoo, que não havia pisado na quadra nas 12 partidas anteriores da pós-temporada, jogou durante 7 minutos durante os quais marcou 2 pontos, pegou 1 rebote e fez 1 assistência. Sua participação nas estatísticas pode ter sido quase irrelevante, mas McAdoo garantiu o valioso descanso de titulares sem comprometer o rendimento de sua equipe (terminou a partida com plus/minus +3).

Kerr intercalou o small ball (formações sem pivô de ofício) com as presenças em quadra de Andrew Bogut, Anderson Varejão e Festus Ezeli quando necessário para equilibrar a briga no garrafão. Apesar de continuar negligente nos rebotes defensivos em vários momentos da partida, desta vez o Warriors evitou que o Cavs imprimisse o mesmo domínio verificado no jogo 3 (43 rebotes para o Warriors contra 40 do Cavs).

Warriors quebrou mais um recorde nos 3 pontos

Mas a principal razão para o número relativamente baixo de rebotes do Cavs, bem como para o resultado final da partida, foi a pontaria do Warriors nos arremessos de fora do perímetro, algo que não é novidade. Enquanto os visitantes converteram 17 dos 36 arremessos de 3 pontos (47,2%), o Cavs teve aproveitamento de apenas 6/25 (24%).

Com isso, o Warriors quebrou o recorde de cestas de 3 pontos em uma partida válida pelas finais que pertencia ao San Antonio Spurs (16 no jogo 3 contra o Miami Heat em 2013). E também quebrou o recorde de 35 tentativas de fora do perímetro que era compartilhado pelo próprio Warriors (jogo 2 das Finais 2015) e pelo Cavs (jogo 5 das Finais 2015).

Stephen Curry marcou 38 pontos, com 53,8% de aproveitamento nos chutes de 3 pontos (7/13), 44% nos arremessos de quadra (11/25) e 90% nos lances livres (9/10). Curry também cuidou melhor da posse de bola em relação às partidas anteriores, cometendo somente 3 turnovers, sua melhor marca nesta série.

Klay Thompson (25 pontos) e Harrison Barnes (14 pontos e 8 rebotes) converteram 4 arremessos de 3 pontos cada e Andre Iguodala (10 pontos, 6 rebotes e 7 assistências) acertou 2 para fechar a conta.

Draymond Green teve aproveitamento ruim nos arremessos de quadra (2/9), mas foi um monstro na defesa e o porto seguro do Warriors nos momentos críticos da partida. Saiu de quadra com 9 pontos, 12 rebotes, 4 assistências, 2 roubos de bola e 3 bloqueios.

Resumo de Warriors 108 x 97 Cavs

Kyrie e LeBron marcaram 59 pontos

O Cavs sofreu sua primeira derrota em Ohio nesta pós-temporada e está a um passo de perder o título. Mas ninguém pode culpar LeBron James, que quase anotou um triplo-duplo (25 pontos, 13 rebotes e 9 assistências), com 52,4% de aproveitamento nos arremessos de quadra, ou Kyrie Irving, que marcou 34 pontos (FG 50%).

Jogadores como Richard Jefferson (3 pontos) e Iman Shumpert (2 pontos) permaneceram longos minutos em quadra sem produzir praticamente nada no setor ofensivo. As limitações na marcação e o dinamismo que um adversário como o Warriors exige obrigaram Lue a usar Kevin Love por apenas 25 minutos, tempo durante o qual contribuiu pouco para os seus padrões (11 pontos, 5 rebotes e 1 bloqueio).

Um ano depois o Cavs continua no mesmo lugar

Nas finais de 2015 a derrota do Cavs foi atribuída por muitos à ausência de Kyrie Irving e Kevin Love, ambos contundidos. Sobrou para LeBron James a responsabilidade de vencer o Warriors praticamente sozinho, o que ele pareceu estar próximo de conseguir em alguns momentos daquela série. No final, o que prevaleceu foi o conjunto do Warriors, as variações de jogadas e um banco de reservas com o qual Steve Kerr pôde contar.

A garra de Draymond, a marcação de Iguodala e as cestas dos Splash Brothers só foram capazes de fazer a diferença porque o time do Warriors havia criado o contexto propício para tanto.

Em 2016 as duas equipes se encontraram novamente. Desta vez contando com seus principais aliados, Kyrie e Love, LeBron James obviamente não tentou repetir a fórmula de 2015. Ele está um ano mais velho e sabe que sem a contribuição de outros jogadores não vencerá nada.

O grande problema de LeBron e do Cavs é que 3 jogadores não bastam para vencer uma série de 7 partidas, muito menos contra este time do Warriors. Reservas como Iman Shumpert, que está com média de 2,8 pontos nas finais, Matthew Dellavedova (média de 3,3 pontos) e Channing Frye (média de 0,5 ponto), por exemplo, precisariam contribuir muito mais para que o Cavs ficasse em pé de igualdade com seu algoz.

Em resumo, o tempo passou e o Cavs não construiu um elenco com as peças necessárias para criar um padrão de jogo sólido, capaz de ser imposto aos adversários dentro e fora de casa. E também não reuniu jogadores com a inteligência tática necessária para executar um plano de jogo e alterá-lo no curso das partidas quando preciso. No final das contas, tudo ainda se resume a esperar que os jogadores com maiores salários vençam a partida.

Warriors pode ser campeão na segunda-feira

Basta mais uma vitória para o Warriors se sagrar bicampeão pela primeira vez em sua história. A partida será em Oakland, onde o Cavs perdeu as quatro últimas partidas, uma pelas fnais de 2015, uma na temporada regular 2015-16 e duas nos jogos 1 e 2 das Finais 2016. A ESPN transmitirá o jogo 5 no dia 13/6, ao vivo, a partir das 22h.

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