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  • por Rodrigo Enge
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Principais termos utilizados no universo dos contratos da NBA

Principais termos utilizados no universo dos contratos da NBA

Principais termos utilizados no universo dos contratos da NBA

Quem se interessa pela NBA provavelmente já ouviu ou leu a expressões como contract extension, no trade clausesign and trade. Em especial durante o mês julho, quando os free agents ficam disponíveis no mercado. Muitas vezes quem usa essas expressões (inclusive eu) não se lembra de que o seu público pode não dominar o inglês e, mesmo que seja fluente no idioma, talvez não conheça o significado específico de cada expressão no contexto da NBA. Pensando nisso, criei este miniguia bastante simplificado com os principais termos e expressões para servir como referência rápida para quem está “boiando”.

Free agent

Trata-se do jogador que não possui vínculo contratual com nenhuma franquia da NBA. Em resumo, é alguém livre e desimpedido para assinar um contrato com qualquer franquia.

Portanto, se um jogador assina um contrato em julho de 2013 com prazo de duração de quatro temporadas, em princípio se tornará um free agent em julho de 2017. Contudo, é possível que antes disso apresentem-se outras circunstâncias, como nas hipóteses mencionadas nos itens a seguir.



Um free agent pode ser unrestricted (irrestrito) ou restricted (restrito). A grande maioria dos free agents é irrestricted, ou seja, quando seu contrato expira está totalmente livre para firmar um novo com qualquer outra franquia ou até a mesma.

Por outro lado, se o contrato expirado previa direito de preferência para a franquia que o empregava, o jogador é considerado um restricted free agent. Isto significa que a franquia tem a possibilidade de igualar qualquer oferta contratual feita ao jogador no prazo de 72 horas.

contract extension

Caso se trate de um jogador com futuro promissor, a franquia pode oferecer uma extensão contratual enquanto o primeiro contrato ainda está em vigor. Assim, já tem assegurada a sua permanência por mais algumas temporadas.

Foi isso o que o New Orleans Pelicans fez com Anthony Davis em 2015, por exemplo. Quando foi draftado em 2012, assinou um contrato de 4 anos que se encerraria em julho de 2016. A direção do Pelicans se antecipou e em 2015 lhe ofereceu uma extensão de 5 anos, que entrou em vigor assim que o primeiro contrato se encerrou. Assim, Anthony Davis nunca foi um free agent.

TRade

Os contratos dos jogadores da NBA são considerados verdadeiros ativos pelas franquias. Jogadores podem ser trocados como uma mercadoria e os contratos por eles assinados os acompanham onde estiverem até o final de seus respectivos prazos.

Um exemplo extremo da facilidade com que os contratos são negociados é o que ocorreu com Luke Ridnour em junho de 2015: entre os dias 25 e 30 daquele mês foi trocado 4 vezes, passando (somente no papel) por Grizzlies, Hornets, Thunder, Magic, Grizzlies novamente e Raptors, sendo dispensado em seguida.

Há diversas razões que podem motivar a troca de um jogador. Um deles é a franquia não chegar a um acordo com o jogador para renovar o seu contrato e trocá-lo por um ou mais jogadores cujos contratos têm prazo mais longo. Foi o que aconteceu na transação que levou Serge Ibaka da Flórida para o Canadá.

No trade clause

A não ser que o contrato do jogador contenha a famosa no trade clause, não há nada que ele possa fazer além de arrumar as malas e providenciar a mudança para a sede da franquia que recebeu o seu contrato na transação. Mas, quando o seu contrato prevê esta cláusula, a franquia que o emprega precisa necessariamente da autorização do atleta para negociá-lo.

Somente jogadores com pelo menos 8 anos na NBA e 4 anos atuando pela mesma franquia podem incluir a cláusula em seus contratos, razão pela qual ela é tão rara. Outro motivo que a torna pouco frequente é que as franquias não gostam nem um pouco de ficar de mãos atadas, dependendo dos caprichos dos seus jogadores, por melhores que sejam. Preferem compensar o jogador financeiramente do que aceitar a no trade clause.

Carmelo Anthony incluiu a no trade clause no contrato que assinou com o new york Knicks em 2014

Sign and trade

Como vimos logo no início, quando o contrato de um jogador expira ele se torna um free agent. Mas isso não significa que sua antiga empregadora ficará necessariamente de mãos abanando. Por ser a titular do último contrato, pelas regras da NBA a franquia tem a prerrogativa de oferecer um contrato economicamente mais vantajoso para o atleta do que todas as suas concorrentes.

Porém, imagine que a franquia, o jogador ou ambos não tenham interesse em assinar um novo contrato. Por outro lado, a franquia não quer perder o jogador sem receber nada em troca e o atleta tem todo interesse em receber o salário mais alto possível.



Nestes casos entra em cena a sign and trade. A antiga empregadora do jogador assina um novo contrato com ele e o negocia logo em seguida com outra franquia. Obviamente, todos os termos do contrato são discutidos com a franquia que receberá o jogador, afinal é ela quem deverá honrar os compromissos estipulados.

Na hipótese da troca não ser concluída por qualquer motivo, o contrato é considerado nulo de pleno direito e o atleta volta a ser um free agent.

Kyle O’Quinn foi contratado pelo New York Knicks usando a manobra do sign and trade em julho de 2015.

Back on track!!! Now let's build. #knickstape #TGBTG #CWYCCKO #FYBKO

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Waive

Esta é a palavra que a maioria dos jogadores não gosta nem um pouco de ouvir. Waive em inglês significa abandonar, desistir ou renunciar. No universo da NBA ela é usada quando uma franquia dispensa um de seus jogadores.

Via de regra, a simples dispensa de um jogador não exime a franquia de pagar os seus salários até o final do contrato. Isto porque geralmente o salário fixado nos contratos é garantido, deve ser quitado integralmente. Anderson Varejão, por exemplo, foi dispensado pelo Portland Trail Blazers sem nunca ter vestido a camisa da franquia. Mas o brasileiro continuará na folha de pagamento da franquia do Oregon recebendo quase US$ 2 milhões por temporada até o final de 2019-20.

Porém, é muito comum que o montante total do salário previsto em contratos de jogadores novatos ou em final de carreira não seja garantido. Nestes casos geralmente se estabelece uma data limite até quando o jogador pode ser dispensado sem receber o valor integral do seu contrato, mas apenas pelo período que efetivamente trabalhou ou uma porcentagem do salário que ainda teria a receber