Search
  • Informação de bandeja sobre a NBA
  • por Rodrigo Enge
Search Menu

Stretch four, o ala-pivô que abre a defesa adversária

Nowitzki, Green e Love são exemplos de stretch four

Nowitzki, Green e Love são exemplos de stretch four

O jogador chamado de stretch four pela mídia especializada que acompanha o basquete da NBA tem ganhado cada vez mais importância na liga, especialmente após o sucesso do Golden State Warriors usando o small ball nas finais de 2015. Mas, afinal de contas, o que é um stretch four?




Começando pelo começo: a palavra four faz referência à posição 4 no basquete, aquela ocupada pelo power forward, o ala-de-força, também chamado de ala-pivô no Brasil. O power forward (4) geralmente tem boa estatura, bastante força física e joga com facilidade dentro do garrafão, pegando rebotes, protegendo a cesta e pontuando com arremessos de curta distância. Exemplos clássicos de power forwards são Dennis Rodman e Charles Barkley.

Já a palavra stretch significa “esticar”, “estender”, “alongar”. Ela é usada nesse caso como uma figura de linguagem para qualificar um power forward que deixa sua posição original para arriscar arremessos de longa distância, seja da zona morta ou de outros pontos da quadra, incluindo de fora do perímetro. O jogador “estende” a sua área de atuação e, com isso, obriga a defesa adversária a cobrir uma distância maior da quadra, abrindo espaços que dão oportunidade para infiltrações e aumentam as chances de que pelo menos um jogador sempre esteja desmarcado.

É claro que para ser considerado um stretch four o jogador precisa ter aproveitamento relativamente bom nos arremessos longos, caso contrário a defesa não se importará em marcá-lo quando se afastar do garrafão. Exemplos de jogadores em atividade que têm habilidade suficiente para atuar como stretch four são Dirk Nowitzki, Kevin Love e, nos playoffs de 2015, Draymond Green.

A grande vantagem de contar com um stretch four no elenco é que enquanto no ataque a sua presença gera uma gama maior de opções para chegar à cesta adversária, na defesa ele desempenha a mesma função de um power forward convencional, marcando, protegendo o aro e apanhando rebotes. Altura e força ainda fazem muita diferença no basquete (e sempre continuarão fazendo).

 Stretch four: nome difícil para algo simples e que não é novidade

Na verdade, o conceito do stretch four existe na NBA e no basquete em geral há algumas décadas, mas só virou “moda” recentemente. Nos anos 1980, por exemplo, jogadores como Tom Chambers, Chuck Person e Terry Cummings eram power forwards versáteis, que não podiam ficar sem marcação mesmo quando se afastavam do garrafão, pois guardavam bolas de média e longa distância.

A grande diferença é que, principalmente a partir do século XXI, o arremesso de 3 pontos ganhou uma importância muito maior do que tinha até então. E o raciocínio que conduziu técnicos e jogadores a privilegiarem arremessos de fora do perímetro é perfeitamente lógico: já que é para arriscar de longe, que seja com um chute que pode somar mais pontos ao placar.

error: Se quiser utilizar este conteúdo por favor entre em contato.