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  • por Rodrigo Enge
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Rim protector

Rim protector: Olajuwon, Mutombo e Abdul-Jabbar fizeram história protegendo a cesta

Rim protector: Olajuwon, Mutombo e Abdul-Jabbar fizeram história protegendo a cesta

Quando o assunto é defesa, invariavelmente a expressão rim protector acaba surgindo, não apenas na mídia esportiva norte-americana, mas na brasileira também, já que não existe no nosso vocabulário uma palavra ou expressão que tenha o mesmo significado. Mas o que é, para que “serve” e qual a importância de um rim protector no basquete moderno?

Numa tradução direta, rim protector é um protetor (protector) do aro (rim), ou seja, um jogador cuja principal função na defesa é impedir que adversários arremessem próximo à cesta. Não por acaso, bons rim protectors são altos e costumam ter bom tempo de bola, caraterísticas necessárias para quem pretende distribuir tocos e manter os “baixinhos” longe do garrafão.

O número de bloqueios que um jogador faz, portanto, está diretamente relacionado ao desempenho do jogador como rim protector. Nomes como o de Hakeem Olajuwon, Dikembe Mutombo e Kareem Abdul-Jabbar, os três jogadores com maior número de bloqueios na história da NBA, são sempre lembrados como alguns dos melhores rim protectors de todos os tempos. Isso sem falar em Wilt Chamberlain e Bill Russell, cujas estatísticas em bloqueios não foram compiladas ao longo de toda carreira.

Não é raro um rim protector ter papel tão importante no ataque quanto na defesa. Olajuwon e Abdul-Jabbar, por exemplo, tinham qualidade técnica de sobra para fazer a diferença nos dois lados da quadra. Por outro lado, há vários jogadores da NBA que conseguiram se manter durante anos na liga com desempenho ofensivo medíocre, apenas por serem bons rim protectors. Mark Eaton (2,24m) e Manute Bol (2,31m) são exemplos clássicos deste “fenômeno”.

Eaton atuou durante mais de uma década no Utah Jazz sem nunca conseguir superar a barreira dos 10 pontos por partida em uma temporada (sua média na carreira foi de 6,0 pontos por partida), mas foi o recordista em bloqueios da liga em quatro temporadas e é o dono do recorde de bloqueios em uma única temporada (456). Bol é o único jogador da NBA cuja média de bloqueios por partida (3,3) é superior à de pontos (2,6).

Rim protector no basquete moderno

Na construção um elenco da NBA sempre foi “obrigatória” a inclusão de ao menos um rim protector. Tanto é assim que em raríssimas oportunidades nos quase 70 anos de história da liga a equipe campeã não contou com um rim protector “de ofício”. A ausência de um jogador com essa característica costuma ser um convite para infiltrações e arremessos próximos à cesta, que tem maior probabilidade de serem convertidos.

O melhor rim protector da década de 2010 tem sido, até agora, o ala-pivô Serge Ibaka (2,08m), do Oklahoma City Thunder, líder em bloqueios por quatro temporadas seguidas (entre 2010-11 e 2013-14). Somente na temporada 2014-15, quando o congolês ficou afastado das quadras em 18 partidas por motivo de contusão, Ibaka foi superado por Anthony Davis.

Mas a figura do jogador que é só rim protector, como foram Eaton e Bol, já foi extinta no basquete moderno. Ibaka, por exemplo, precisou evoluir muito ofensivamente nas últimas temporadas para garantir um lugar entre os titulares do Thunder, tornando-se até um arremessador de 3 pontos bastante decente: 77/205 na temporada 2014-15, o que representa 37,5% de aproveitamento. Já Anthony Davis é um fenômeno, sempre foi decisivo no ataque e na defesa desde sua primeira temporada na NBA, embora ainda não tenha desenvolvido um bom arremesso de fora do perímetro (se bem que este aqui valeu por muitos).

Com o título do Golden State Warriors em 2015, conquistado graças ao small ball, sem um pivô de ofício entre os titulares nas últimas partidas da série final, surgiu a tese de que os dias dos “homens grandes” na NBA tinham chegado ao fim. O titular mais alto do Warriors nas três últimas partidas contra o Cleveland Cavaliers foi Harrison Barnes (2,03m), que definitivamente não pode ser considerado um rim protector.

Mas se é verdade que a combinação ideal entre velocidade e bom aproveitamento nos arremessos de média e longa distância pode dar resultados muito positivos, como ocorreu com o Warriors, também é verdade que nenhum técnico em sã consciência abrirá mão de jogadores como Anthony Davis, Serge Ibaka ou mesmo Hassam Whiteside, que têm mobilidade e agilidade de sobra e são rim protectors natos.

Em resumo pouca coisa mudou: basquete ainda é e sempre será um jogo onde altura faz a diferença, mas não basta para ganhar jogos, muito menos campeonatos.

Com informações do site Basketball Reference.
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