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  • por Rodrigo Enge
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Raptors troca Terrence Ross e escolha no draft 2017 por Serge Ibaka

Serge Ibaka era um sonho antigo do general manager do Raptors, Masai Ujiri.

Serge Ibaka era um sonho antigo do general manager do Raptors, Masai Ujiri.

Foi anunciada hoje em primeira mão por Adrian Wojnarowski, como de costume, uma negociação que levará Serge Ibaka ao Canadá. Depois de defender o Orlando Magic em apenas 56 partidas, o ala-pivô está de malas prontas para se juntar ao elenco do Toronto Raptors. Em troca, Terrence Ross será enviado para a Flórida acompanhado de uma escolha de 1ª rodada no Draft 2017.

Maus resultados estão fazendo Raptors correr risco

O contrato de Serge Ibaka termina em junho de 2017. Para quem não está familiarizado com as regras da NBA, quando um atleta é negociado, o contrato assinado com a franquia que o empregava anteriormente continua valendo normalmente, nos mesmos prazos e condições.

Por isso, quando o Orlando Magic adquiriu Serge Ibaka junto ao Oklahoma City Thunder, já sabia que se não chegasse a um acordo para estender o seu contrato teria que negociá-lo, sob pena de vê-lo partir em julho sem receber nada em troca.



E foi exatamente isso o que o Magic fez. Trocou Ibaka, cujo salário deve dar um grande salto em seu próximo contrato, por Terrence Ross, ala de 25 anos com um salário relativamente baixo e vínculo garantido até o final da temporada 2018-19.

A “batata quente” agora está com o Toronto Raptors, que vive péssimo momento na competição e se viu pressionado a reforçar o elenco para não jogar a temporada no lixo. Jared Sullinger foi contratado na última free agency para ser o titular da posição 4, mas fraturou o pé e desde quando finalmente fez a sua estreia com a camisa do Raptors só tem decepcionado.

Ibaka chega a Toronto para, ao menos no papel, formar um quinteto de respeito ao lado de Kyle Lowry, DeMar DeRozan, DeMarre Carroll e Jonas Valanciunas. Mas pode muito bater as asas para outra franquia em breve caso o não chegue a um acordo para renovar o seu contrato, o que seria uma “tragédia” para a franquia canadense.

Ibaka estava no radar de Masai Ujiri há tempos

A posição 4 tem sido um problema para o Toronto Raptors há muito tempo. O último ala-pivô de ofício de respeito que a franquia teve foi Antonio Davis, na temporada 2001-02. De lá para cá, o Raptors sempre teve enormes dificuldades para encontrar alguém com versatilidade suficiente para defender a cesta, pegar rebotes e pontuar de média e longa distância.

Paul Millsap, do Atlanta Hawks, era um nome muito cotado como possível reforço, mas as últimas notícias dão conta de que ele renovará seu contrato com a franquia da Georgia. Contudo, Ibaka não era um “plano B” propriamente dito, pois o general manager do Raptors, Masai Ujiri, já havia tentado contratá-lo em junho de 2016. Naquela oportunidade o Oklahoma City Thunder estava pedindo muito pelo congolês, o que acabou inviabilizando o negócio.

Os negócios indecifráveis do Orlando Magic

Diante das circunstâncias, até que o Magic fez um bom negócio. Isso se não considerarmos que foi o próprio Magic que se colocou nesta situação delicada quando negociou Victor Oladipo, Ersan Ilyasova e o calouro Domantas Sabonis com o Thunder.



Na prática, em menos de oito meses, a franquia da Flórida trocou esse três jogadores (Oladipo, Ilyasova e Sabonis) por Terrence Ross e uma escolha no draft que certamente não será alta.

O Raptors receberá a melhor escolha, que pode ser tanto a do próprio Raptors, quanto a recebida do Clippers pela franquia canadense. Como apenas um desastre tirará os dois times dos Playoffs 2017, é praticamente certo que a escolha será, na melhor das hipóteses, a de número 15.

A impressão é de que o Orlando Magic está seguindo o mesmo caminho do Philadelphia 76ers: trust the process. A confirmar.

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