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  • por Rodrigo Enge
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O “pick and roll” e suas principais variantes

John Stockton e Karl Malone eram extremamente eficientes na execução do pick and roll (Imagem: Nathaniel S. Butler/Getty Images)

John Stockton e Karl Malone eram extremamente eficientes na execução do pick and roll (Imagem: Nathaniel S. Butler/Getty Images)

É possível escrever verdadeiros tratados sobre as estratégias ofensivas que existem no basquete. Mas, por mais diferentes que sejam, a maioria delas geralmente têm a criação de espaços dentro da quadra como objetivo.

Quanto mais arremessos livre de marcação seu time conseguir executar, maior o aproveitamento e, consequentemente, maiores as chances de vitória.

Por isso, criar espaços na quadra para que os seus jogadores consigam finalizar sem serem incomodados pelo adversário é uma das principais preocupações de todo técnico de basquete. E a estratégia ofensiva por excelência para alcançar este objetivo é o pick and roll.




O conceito de pick and roll

Todo pick and roll começa com um corta-luz (pick ou screen em inglês). O jogador beneficiado pelo corta-luz tem a posse de bola e geralmente é um armador ou ala-armador (guard). Quem faz o corta-luz costuma ser um jogador mais alto, pivô ou ala-pivô.

Note que o protagonista desta versão original do pick and roll é o jogador mais alto. Tanto é que a jogada foi batizada com as suas ações. O pivô ou ala-pivô faz o corta-luz (pick) no marcador do armador e gira (roll) em direção à cesta pedindo a bola para receber o passe.

A ideia é desestabilizar, ainda que por alguns segundos, a marcação individual do time adversário. Ao sofrer o corta-luz, quem marca o armador tem que decidir se tentará fugir do bloqueio para continuar marcando o mesmo jogador ou se trocará a marcação.

E o jogador que estava acompanhando quem fez o corta-luz precisa decidir se dobrará a marcação no armador ou continuará marcando o mesmo adversário.

O desfecho tradicional de um pick and roll bem executado

Desta dinâmica podem surgir várias situações diferentes capazes de criar espaço suficiente para um bom arremesso. A principal é o jogador mais alto receber a bola e infiltrar para fazer a cesta.




Se não fosse o pick and roll, muito provavelmente John Stockton não seria o recordista de assistências da NBA, Karl Malone não seria o 2º maior pontuador em toda história da liga e o Utah Jazz não teria disputado nenhuma final. O armador cansou de passar a bola para Malone depois de receber o corta-luz.

Variantes do pick and roll

Mas há uma série de outras jogadas que podem nascer de um pick and roll. Nos anos 1980, alguns dos principais jogadores do melhor time que o Boston Celtics já reuniu, deu uma verdadeira aula abordando algumas das situações que podem surgir após o corta-luz.

O senhor que aparece no início do vídeo é Red Auerbach, técnico em nove títulos do Celtics e general manager da franquia em outros sete. Aliás, vale a pena abrir um parênteses para esclarecer uma dúvida que muitos recém-iniciados no universo da NBA têm: a assinatura reproduzida na quadra do TD Garden é dele.

Pick and pop, cada vez mais comum

Uma variante não abordada por Larry Bird nos exemplos do vídeo acima é o pick and pop. Isto porque o arremesso de longa distância executado por jogadores altos era algo bem raro até o final do século passado.

Mas com o surgimento de jogadores como Dirk NowitzkiKevin Love e Channing Frye, os chamados stretch fours, esta jogada se popularizou bastante. Como o nome diz, em vez do jogador que faz o corta-luz girar para receber a bola em direção à cesta, ele abre (pop) para e arremessar. De preferência, da linha dos 3 pontos.

No lance abaixo Kevin Love faz um dos pick and pops mais didáticos possíveis.

Quase tudo virou pick and roll

Atualmente, às vezes nem é preciso que exista um corta-luz para se falar em pick and roll. Basta que o pivô se aproxime do armador ou vice-versa, gerando uma alteração no comportamento da defesa, para que se trate a jogada como um pick and roll. Mesmo que não haja nem pick e nem roll.

Reveja o primeiro lance do primeiro vídeo publicado nesta matéria. Karl Malone nem chega a fazer o corta-luz, mas a sua menção de se aproximar de Stockton já cria a oportunidade para a assistência que termina em enterrada.

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