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  • por Rodrigo Enge
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NBA – National Basketball Association

NBA - National Basketball Association

A NBA, National Basketball Association, é a principal liga de basquete profissional não apenas dos EUA mas de todo o planeta. Ela reúne os maiores talentos da modalidade, movimenta bilhões de dólares anualmente e desperta a atenção e o interesse de torcedores nos cinco continentes. Mas nem sempre foi assim. Os executivos que comandaram a NBA ao longo de seus quase 70 anos de existência e os proprietários das franquias que a compõem tiveram que vencer muitos obstáculos para atingir o padrão de excelência que a liga alcançou.

Origens da NBA (1891/1949)

O canadense James Naismith criou o basquete em 1891 quando era professor na Associação Cristã de Moços (YMCA) de Springfield, em Massachusetts. As regras originais do jogo eram bem diferentes das atuais. Apenas para exemplificar: a cesta tinha fundo e cada vez que alguém convertia um arremessos era preciso usar uma escada para pegar a bola e recomeçar a partida.

No final do século XIX Naismith tornou-se técnico da universidade de Kansas e viu o esporte começar a ganhar popularidade no meio universitário norte-americano.

O basquete passou a ser amplamente praticado nas principais universidades dos EUA nas primeiras décadas do século XX, atraindo grandes públicos para a época e a atenção da imprensa.

James Naismith com os dois objetos essenciais para o esporte que inventou

James Naismith com os dois objetos essenciais para o esporte que inventou

American Basketball League (ABL)

A primeira tentativa de se criar uma liga de basquete profissional nos EUA ocorreu em 1925 pelas mãos de Joseph Carr, que presidia a NFL, liga profissional de futebol-americano. Já existiam alguma equipes semi-profissionais no país, mas elas apenas viajavam fazendo partidas de exibição, disputando ligas amadoras regionais e torneios esporádicos.

Uma destas equipes, que chegou a integrar a ABL, foi o New York Celtics (posteriormente batizado de Original Celtics), cujo elenco era formado exclusivamente por filhos de imigrantes irlandeses. A franquia do Boston Celtics, fundada em 1946, se aproveitou da popularidade desta equipe quando escolheu seu nome. Repare nas imagens abaixo (clique para ampliá-las) que joelheiras eram equipamento “obrigatório” para jogadores de basquete naquela época.

O Original Celtics foi uma das equipes que integrou a ABL.

O Original Celtics foi uma das equipes que integrou a ABL.

Mas a ABL nunca emplacou. Os salários pagos não permitiam que os jogadores se dedicassem exclusivamente ao basquete. Equipes ingressavam na liga em uma temporada e já a abandonavam na próxima. Para dificultar ainda mais as coisas, no começo dos anos 1930 a Grande Depressão obrigou a ABL a suspender as atividades por duas temporadas. Mesmo aos trancos e barrancos a ABL durou até 1953, ano em que seu último campeonato foi disputado.

National Basketball League (NBL)

Em 1937 três grandes corporações (General Eletric, Firestone e Goodyear) se uniram para criar a National Basketball League (NBL), uma liga profissional de basquete formada principalmente por equipes sediadas na região dos Grandes Lagos. Com o dinheiro injetado pelas empresas a liga tinha maior saúde financeira e estabilidade do que a ABL, embora a rotatividade de equipes também fosse frequente. Nasceram como integrantes da NBL algumas das franquias mais tradicionais da NBA, como o Atlanta Hawks (Tri-Cities Blackhawks), o Detroit Pistons (Fort Wayne Zollner Pistons), o Los Angeles Lakers (Minneapolis Lakers), o Philadelphia 76ers (Syracuse Nationals) e o Sacramento Kings (Rochester Royals).

Basketball Association of America (BAA)

Outra liga profissional, a Basketball Association of America (BAA), foi criada em 1946 contando com pelo menos um importante diferencial em relação à NBL. Ao contrário da liga rival, a BAA tinha a pretensão de explorar os mercados de outras regiões dos EUA além dos Grandes Lagos, incluindo do exterior. Franquias com sede em grandes cidades aderiram à BAA, como  St. Louis Bombers no Missouri, Washington Capitols na capital norte-americana, Boston Celtics em Massachusetts, New York Knicks em Manhattan (o maior mercado consumidor norte-americano), Philadelphia Warriors (atual Golden State Warriors) na Pennsylvania e Toronto Huskies no Canadá.

Percebendo que os planos da BAA eram mais audaciosos (e, consequentemente, mais lucrativos), na temporada 1948-49 as franquias Fort Wayne Pistons, Indianapolis Jets (extinta em em 1949), Minneapolis Lakers e Rochester Royals migraram para liga, o que praticamente selou o destino da NBL.

BAA e NBL se fundem: nasce a NBA

Em 1949, parte das franquias que ainda integravam a NBL (Anderson Packers, Denver Nuggets, Sheboygan Red Skins, Syracuse Nationals, Tri-Cities Blackhawks e Waterloo Hawks) também se juntaram à BAA para formar a National Basketball Association (NBA), que nasceu com 17 franquias divididas em três divisões: Central, Leste e Oeste.

O grande mentor desta fusão foi o advogado Maurice Podoloff, que presidiu a entidade até 1963. No processo de fusão ficou decidido que somente o histórico e as estatísticas da BAA seriam consideradas pela NBA. Por isso, apesar de só começar a se chamar NBA na temporada 1949-50, a própria entidade reconhece a partida entre o New York Knicks e o Toronto Huskies, realizada em 1º de novembro de 1946 na cidade canadense, como o primeiro jogo oficial da liga.

Franquias que haviam sido campeãs na NBL, como Lakers, Pistons e Royals, não tiveram seus títulos reconhecidos pela NBA.

No início a liga tinha apenas um escritório em Nova Iorque onde trabalhavam quatro funcionários. Após cada partida, os placares parciais e finais, bem como as estatísticas elementares (arremessos convertidos, assistências e faltas), eram ditadas por telefone por alguma boa alma (o estatístico Harvey Pollack era um desses bons samaritanos), datilografadas pela secretária da NBA e encaminhadas pelo correio para a sede das franquias que integravam a liga e para os principais jornais.

Início turbulento (1949/1956)

Logo na segunda temporada da NBA nada menos do que seis franquias abandonaram a liga, que passou a ser estruturada somente em duas divisões: Leste e Oeste. E na temporada 1955-56 o número de franquias filiadas caiu para menos da metade que havia quando a NBA foi constituída: apenas oito, o menor em toda a sua história. A partir daí, nenhuma outra franquia da NBA fecharia as portas novamente e a liga só se expandiria. Acompanhe na tabela abaixo a composição da liga em suas dez temporadas iniciais, de 1946-47 a 1955-56, período em que 14 franquias fecharam as portas.

1946-47 (BAA)1947-48 (BAA)1948-49 (BAA)1949-501950-511951-521952-531953-541954-551955-56
------Anderson Packers------------
--Baltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore Bullets--
Boston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston Celtics
Chicago StagsChicago StagsChicago StagsChicago Stags------------
Cleveland Rebels------------------
------Denver Nuggets------------
Detroit Falcons------------------
----Fort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne PistonsFort Wayne Pistons
----Indianapolis Jets--------------
------Indianapolis OlympiansIndianapolis OlympiansIndianapolis OlympiansIndianapolis Olympians------
----Minneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis Lakers
New York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York Knicks
Philadelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia Warriors
Pittsburgh Ironmen------------------
Providence Steam RollersProvidence Steam RollersProvidence Steam Rollers--------------
----Rochester RoyalsRochester RoyalsRochester RoyalsRochester RoyalsRochester RoyalsRochester RoyalsRochester RoyalsRochester Royals
------Sheboygan Red Skins------------
St. Louis BombersSt. Louis BombersSt. Louis BombersSt. Louis Bombers------------
------Syracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse Nationals
Toronto Huskies------------------
------Tri-Cities BlackhawksTri-Cities BlackhawksMilwaukee HawksMilwaukee HawksMilwaukee HawksMilwaukee HawksSt. Louis Hawks
Washington CapitolsWashington CapitolsWashington CapitolsWashington CapitolsWashington Capitols----------
------Waterloo Hawks------------

Note que das oito franquias que permaneceram na NBA ao final da temporada 1955-56 somente uma sofreu mudança de sede. O atual Atlanta Hawks fez uma verdadeira peregrinação atrás de mercados consumidores maiores para equilibrar as contas, passando por Moline (principal sede do Tri-Cities Blackhawks), Milwaukee e St. Louis. Este comportamento passaria a ser imitado por várias outras franquias nas décadas seguintes.

Dentro das quadras: Lakers e George Mikan dominam o início da NBA

A primeira década da NBA foi dominada por uma franquia, o Minneapolis Lakers, que com o pivô George Mikan, o primeiro grande astro da liga, venceu cinco campeonatos entre 1949 e 1954, sequência interrompida somente por um campeonato do Rochester Royals em  1951. Mikan, que viria a ser comissário da ABA, liga concorrente da NBA nos anos 1960 e 1970, tem tamanho prestígio em Minneapolis, que o Minnesota Timberwolves, franquia fundada em 1989, tem uma estátua sua no interior de sua arena.

George Mikan carrega o técnico John Kundla nos ombros festejando mais um título do Minneapolis Lakers (imagem: prohoopshistory.com)

George Mikan carrega o técnico John Kundla nos ombros festejando mais um título do Minneapolis Lakers (imagem: prohoopshistory.com)


A conquista do Oeste e o primeiro programa de expansão (1957-1966)

Em 1957 a franquia do Royals, atual Kings, deixou o estado de Nova Iorque e se instalou em Cincinnati, Ohio, enquanto o Pistons trocou a pequena Fort Wayne por Detroit, um dos maiores centros consumidores da região central dos EUA naquela época.

O pontapé inicial para a NBA se tornar uma entidade com abrangência verdadeiramente nacional foi dado pelo Lakers, em 1960, quando a franquia deixou Minneapolis, na região centro-norte dos EUA, e se transferiu para a Califórnia, adotando Los Angeles como sede.

No ano seguinte a NBA promoveu seu 1º programa de expansão, admitindo uma 9ª franquia na liga. O Chicago Packers, atual Washington Wizards, disputou a temporada 1961-62 e já adotou o nome Zephyrs na temporada seguinte.

Em 1962 uma das franquias fundadoras da BAA seguiu os passou do Lakers e também se mudou para a Califórnia: o Warriors, time do fenômeno Wilt Chamberlain, deixou Philadelphia e se instalou em San Francisco.

O ano de 1963 foi marcado pela mudança no comando da NBA: James Walter Kennedy assumiu a presidência da liga substituindo Maurice Podoloff, que já tinha 73 anos de idade. Sob o comando de Kennedy a NBA passaria pelo período de maior crescimento.

Mudanças de endereço também ocorreram em 1963. A franquia do Chicago Zephyrs saiu de Illinois para passar a ter a cidade de Baltimore, em Maryland, como sede, adotando o nome Baltimore Bullets. E o Nationals, aproveitando que o Warriors havia se transferido para a San Francisco, mudou-se para Philadelphia e passou a se chamar Philadelphia 76ers, nome que mantém até hoje.

1956-571957-581958-591959-601960-611961-621962-631963-641964-651965-66
Boston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston Celtics
----------Chicago PackersChicago ZephyrsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore Bullets
Fort Wayne PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit Pistons
Minneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersMinneapolis LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles Lakers
New York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York Knicks
Philadelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsPhiladelphia WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco Warriors
Rochester RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati Royals
Syracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsSyracuse NationalsPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ers
St. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis HawksSt. Louis Hawks

Dentro das quadras: nem o Boston Celtics ofusca o brilho de Wilt Chamberlain

O técnico Red Auerbach formou no Boston Celtics a equipe mais vitoriosa da história da NBA, capaz de vencer 11 campeonatos em 13 anos. Com Bill Russell, Bob Cousy e outros craques, a franquia colecionou troféus e recordes que dificilmente serão quebrados por outra equipe da liga. As únicas equipes que conseguiram parar o Celtics entre 1957 e 1969, quando Russell já acumulava as funções de jogador e técnico, foram o St. Louis Hawks, em 1958, e o Philadelphia 76ers, de Wilt Chamberlain, um dos maiores fenômenos que o esporte já produziu. Com seus 2,16 metros, força, agilidade, rapidez e inteligência, Chamberlain destruiu vários recordes individuais da liga, chegando a marcar 100 pontos em uma única partida e a ter média de 50,4 pontos e 25,7 rebotes por partida na temporada 1961-62.

Bill Russell tenta bloquear um arremesso de Wilt Chamberlain (imagem: buzzquotes.com)

Bill Russell tenta bloquear um arremesso de Wilt Chamberlain (imagem: buzzquotes.com)

Segundos finais da partida entre Celtics e Lakers que deu o 9º título à Red Auerbach, em 1966.

Respondendo à concorrência com expansões e um novo logo (1967-1976)

A segunda expansão da NBA ocorreu com a entrada do Chicago Bulls na temporada 1966-67, fazendo com que a liga passasse a contar com dez franquias. Chicago era um mercado muito grande e historicamente ávido por basquete para não ter uma equipe na NBA. Além disso,  J.W. Kennedy já sabia que uma fase de turbulências estava a caminho e o único caminho para a NBA manter-se relevante era crescer.

ABA: de pedra no sapato da NBA a catalizador do crescimento da liga

Em 1967 a NBA ganhou um concorrente de peso, problema que até então não havia enfrentado. Foi criada a American Basketball Association (ABA), liga profissional comandada por George Mikan, ídolo do Minneapolis Lakers. A ABA também tinha franquias espalhadas pelos EUA, incluindo estados onde a NBA ainda não havia chegado, como Texas, Colorado e Louisiana, e oferecia alguns diferenciais que atraíram a atenção do público. Na ABA já havia a linha de 3 pontos, que somente foi instituída na NBA em 1979. A bola utilizada era azul, vermelha e branca, ao contrário da tradicional bola laranja que até hoje é usada na NBA. Além disso, as equipes jogavam ofensivamente, propiciando placares elásticos e uma experiência mais próxima de um verdadeiro “show”.

A NBA não apenas começou a perder alguns dos grandes jovens talentos para a ABA, como até árbitros pularam a cerca atraídos por melhores salários. Um dos casos mais emblemáticos desta queda de braço entre a NBA e a ABA foi o do astro Rick Barry, que depois de disputar duas temporadas na NBA defendendo o San Francisco Warriors, preferiu atuar na ABA entre 1968 e 1972. Barry jogou no Oakland Oaks, no Washington Capitols e no New York Nets, mesma franquia defendida por Julius Erving, o lendário Dr. J, e Moses Malone, que viria mais tarde a se tornar um dos maiores pivôs da história da NBA, também deu prioridade à ABA no início de carreira.

Rick Barry marcou 30,6 pontos, pegou 7,2 rebotes e deu 4,5 assistências por partida em suas duas temporadas defendendo o New York Nets.

Rick Barry marcou 30,6 pontos, pegou 7,2 rebotes e deu 4,5 assistências por partida em suas duas temporadas defendendo o New York Nets.

Dr. J defendeu o New York Nets por 3 temporadas e lá deixou as seguintes médias por partida: 28,2 pontos, 10,9 rebotes e 5,2 assistências.

Dr. J defendeu o New York Nets por 3 temporadas e lá deixou as seguintes médias por partida: 28,2 pontos, 10,9 rebotes e 5,2 assistências.

Moses Malone (centro), aos 19 anos de idade, defendendo o Utah Stars, franquia da ABA.

Moses Malone (centro), aos 19 anos de idade, defendendo o Utah Stars, franquia da ABA.

Pressionado pela atenção que a ABA estava recebendo, J.W. Kennedy tirou da manga todas as cartas disponíveis e, além do ingresso do Chicago Bulls, promoveu a criação de nada menos do que oito novas franquias na NBA entre 1967 e 1974: San Diego Rockets (atual Houston Rockets) e Seattle SuperSonics (atual Oklahoma City Thunder) em 1967, Milwaukee Bucks e Phoenix Suns em 1968, Cleveland Cavaliers, Buffalo Braves (atual Los Angeles Clippers) e Portland Trail Blazers em 1970, e New Orleans Jazz (atual Utah Jazz) em 1974.

Com a enxurrada de novas equipes a estrutura da NBA precisou ser reformulada e na temporada 1970-71 a liga passou a ser organizada em duas conferências, Leste e Oeste, cada uma delas contendo inicialmente duas divisões: do Atlântico e Central (Leste); do Meio-Oeste e do Pacífico (Oeste).

Um novo logo para a NBA

Outra mudança foi no logotipo da NBA, que foi totalmente remodelado no final da década de 1960. Até então o logotipo da liga era uma bola de basquete sobre a qual as letras “NBA” apareciam estampadas. Esta versão do logo pode ser vista em algumas fotografias da década de 1950 bordada no uniforme de árbitros, mas era muito pouco utilizada. O autor do logo que começou a ser utilizado em 1969, em uso até hoje sem nenhuma alteração, foi Alan Siegel, que havia trabalhado na criação do logo da Major League Baseball (MLB) adotado em 1968, ano de seu centenário.

J.W. Kennedy pediu a Siegel um logo que se identificasse visualmente com o da MLB. O prestígio da NBA não era dos melhores na época por causa do envolvimento de vários jogadores da liga com drogas ilícitas, ao contrário do que acontecia com o baseball, mais popular nos EUA do que nunca. Criando esta identidade com a MLB, Kennedy pretendia transmitir a ideia para o público de que a NBA também era uma liga “família”.

Assim, seguindo as instruções do comissário da NBA, além usar as cores azul, vermelha e branca, Siegel também utilizou a silhueta de um jogador para elaborar o logo, buscando inspiração em uma fotografia do ala-armador do Los Angeles Lakers, Jerry West. Siegel chegou a enfrentar West quando os dois cursavam o colegial e admirava seu jogo desde então. A escolha não poderia ter sido melhor, por uma série de motivos. Além de ser um dos melhores jogadores em atividade (foi eleito o MVP das finais de 1969 mesmo derrotado), West era o ícone do bom-mocismo, fidelidade (passou toda a carreira no Lakers), e todos os valores que Kennedy gostaria de associar à imagem da NBA.

Não se sabe exatamente qual fotografia Siegel tomou como base para a criação do logo, mas o resultado final não deixa a menor sombra de dúvidas de que West, que ganhou o apelido “The Logo”, foi o modelo para a silhueta.

Jerry West: à esquerda, durante a temporada 1968-69; à direita, anos mais tarde, mas com o mesmo estilo que inspirou o logo da NBA.

Jerry West: à esquerda, durante a temporada 1968-69; à direita, anos mais tarde, mas com o mesmo estilo que inspirou o logo da NBA.

Mais mudanças de endereço e um novo comissário

Além das novas franquias este período também foi atribulado por conta das mudanças de sede: em 1968 o Hawks deixou St. Louis, se instalou na capital da Georgia e adotou o nome Atlanta Hawks; o Rockets deixou San Diego em 1971 e foi para o Texas, onde passou a se chamar Houston Rockets; também em 1971 o Warriors se mudou de San Francisco para Oakland, adotando o nome Golden State Warriors; e em 1972 o Cincinnati Royals mudou-se para Kansas City e de batizou de Kansas City-Omaha Kings.

A tentativa do Kings de conquistar o mercado da não tão vizinha cidade de Ohama (são 300 km entre Kansas City e Omaha) não surtiu efeito e em 1975 a franquia passou a se chamar somente Kansas City Kings.

J.W. Kennedy entregou a direção da NBA em 1975 para Larry O’Brien com 18 franquias, exatamente o dobro que havia quando assumiu a presidência em 1963. Kennedy também foi o responsável por conseguir o primeiro contrato da NBA com a televisão, receita que desde então tem sido essencial para a saúde financeira da liga. Antes disso, era relativamente comum que jogadores tivessem outras atividades profissionais paralelas ao basquete para complementar a renda.

1966-671967-681968-691969-701970-711971-721972-731973-741974-751975-76
St. Louis HawksSt. Louis HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta Hawks
Boston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston Celtics
--------Buffalo BravesBuffalo BravesBuffalo BravesBuffalo BravesBuffalo BravesBuffalo Braves
Chicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago Bulls
--------Cleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland Cavaliers
Detroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit Pistons
San Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsSan Francisco WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State Warriors
--San Diego RocketsSan Diego RocketsSan Diego RocketsSan Diego RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston Rockets
Cincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsCincinnati RoyalsKansas City-Omaha KingsKansas City-Omaha KingsKansas City-Omaha KingsKansas City Kings
Los Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles Lakers
----Milwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee Bucks
----------------New Orleans JazzNew Orleans Jazz
New York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York Knicks
Philadelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ers
----Phoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix Suns
--------Portland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail Blazers
--Seattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonics
Baltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsBaltimore BulletsCapital BulletsWashington BulletsWashington Bullets

Dentro das quadras: Chamberlain se aposenta e Kareem Abdul-Jabbar assume o estrelato

Em 1969, o pivô Lew Alcindor, que mais tarde mudaria seu nome para Kareem Abdul-Jabbar, estreiou pelo Milwaukee Bucks, equipe que conduziu ao título da temporada 1970-71. Enquanto Jabbar estava no início de sua carreira recheada de títulos e recordes, em 1973, Wilt Chamberlain se aposentou no Lakers, um ano após conquistar o 2º título de sua carreira, o 1º do Lakers na Califórnia. Duas temporadas depois, o mesmo Abdul-Jabbar ocuparia a mesma vaga de pivô titular na equipe de Los Angeles que pertenceu a Chamberlain.

A partida de estreia de Lew Alcindor (Kareem Abdul-Jabbar) na NBA

Jerry West e Wilt Chamberlain falam sobre a campanha da temporada 1971-72, quando Lakers registrou o recorde de 33 vitórias consecutivas e acabou se sagrando campeão da NBA pela 1ª vez desde a transferência da franquia para a Califórnia.

A derrocada da ABA, o Texas ganha mais uma franquia e mais mudanças de sede (1977/1986)

Em 1974, quando a entrada do New Orleans Jazz fez da NBA uma liga com 18 franquias, a ABA somava apenas dez equipes, uma a menos do que em sua temporada inaugural. A ABA precisava ter dimensões nacionais para tentar competir com a NBA, o que naturalmente gerava um custo enorme com viagens e diárias de hotéis. Porém, ao contrário da NBA, a ABA não gerava receita suficiente para fazer frente a estas despesas, além do pagamento de altos salários para jogadores, técnicos e árbitros.

Das dez cidades no topo do censo demográfico norte-americano na década de 1970, oito eram sedes de franquias da NBA: Nova Iorque (1), Chicago (2), Los Angeles (3), Philadelphia (4), Detroit (5), Houston (6), Washington D.C. (9) e Cleveland (10). Já entre as dez franquias que integravam a ABA, somente o New York Nets tinha sede numa cidade no “top ten” e três delas estavam muito mal posicionadas neste ranking: Salt Lake City, sede do Utah Stars (74); Norfolk, sede do Virginia Squires (47); e Louisville, sede do Kentucky Colonels (39).

O Memphis Sounds fechou as portas no final da temporada 1974-75, deixando a ABA com apenas nove franquias, e a situação financeira da liga mostrou-se irremediavelmente comprometida durante a temporada 1975-76, quando San Diego Sails e Utah Stars abandonaram a competição depois de terem realizado pouquíssimas partidas da temporada regular. O torneio prosseguiu com apenas sete equipes, que nos bastidores decidiam o seu destino.

Pouco após a temporada 1975-76, o Virginia Squires foi extinto pela ABA por não ter realizado o pagamento de uma taxa rotineiramente cobrada pela liga. Das seis franquias que ainda restavam, Denver Nuggets, Indiana Pacers, New York Nets e San Antonio Spurs eram economicamente viáveis, estavam sediadas em mercados interessantes e por isso foram admitidas na temporada 1976-77 da NBA, que passou a contar com 22 franquias. Já Spirits of St. Louis e Kentucky Colonels ficaram de fora e a solução encontrada para acomodar os seus jogadores na NBA foi a realização de uma edição especial do draft, denominada dispersal draft. Moses Malone (Spirits), Artis Gilmore e Maurice Lucas (Colonels) foram os principais nomes que entraram na NBA através deste draft.

O Dallas Mavericks é admitido na NBA

Em 1980 o estado do Texas ganhou sua 3ª franquia na NBA com a entrada do Dallas Mavericks. Foi o oitavo programa de expansão na história da NBA, que passou a contar com 23 franquias, 11 na Conferência Leste e 12 na Oeste.

Nets vai para New Jersey, nasce o Clippers e o Kings se muda para Sacramento

Logo na sua segunda temporada na NBA o Nets deixou New York, onde concorria diretamente com o tradicionalíssimo New York Knicks, e se mudou para a vizinha New Jersey.

Em 1978, depois de oito temporadas em Buffalo, o Braves foi negociado e seu novo proprietário transferiu a franquia para a cidade de San Diego, na Califórnia, passando a se chamar San Diego Clippers. A exemplo do ocorrido com o San Diego Rockets, que se mudou para Houston, e do San Diego Sails, franquia da ABA que fechou as portas em 1976, o Clippers não empolgou a população de San Diego e acabou se transferindo para Los Angeles em 1984, adotando o nome Los Angeles Clippers.

O New Orleans Jazz também fez as malas em 1979, trocando Louisiana por pelo estado de Utah. A capital do estado, Salt Lake City, passou a ser a sede da franquia, que se rebatizou de Utah Jazz.

Em 1985 foi a vez do Kings mudar mais uma vez de endereço, juntando-se a Lakers, Warriors e Clippers na Califórnia. A sede escolhida foi a capital do estado, Sacramento, e o nome da franquia passou a ser Sacramento Kings.

Larry O’Brien passou o bastão para David Stern em 1984. O’Brien foi o comissário que ficou menos tempo à frente da NBA, mas os avanços que a liga registrou sob o seu comando foram muito significativos, como negociar a migração das franquias da ABA, o contrato de TV mais lucrativo da história até então e o primeiro contrato de uma liga profissional norte-americana com empresas de TV a cabo.

1976-771977-781978-791979-801980-811981-821982-831983-841984-851985-86
Atlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta HawksAtlanta Hawks
Boston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston CelticsBoston Celtics
Buffalo BravesBuffalo BravesSan Diego ClippersSan Diego ClippersSan Diego ClippersSan Diego ClippersSan Diego ClippersSan Diego ClippersLos Angeles ClippersLos Angeles Clippers
Chicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago BullsChicago Bulls
Cleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland CavaliersCleveland Cavaliers
--------Dallas MavericksDallas MavericksDallas MavericksDallas MavericksDallas MavericksDallas Mavericks
Denver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver NuggetsDenver Nuggets
Detroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit PistonsDetroit Pistons
Golden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State WarriorsGolden State Warriors
Houston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston RocketsHouston Rockets
Indiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana PacersIndiana Pacers
Kansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsKansas City KingsSacramento Kings
Los Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles LakersLos Angeles Lakers
Milwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee BucksMilwaukee Bucks
New Orleans JazzNew Orleans JazzNew Orleans JazzUtah JazzUtah JazzUtah JazzUtah JazzUtah JazzUtah JazzUtah Jazz
New York NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey NetsNew Jersey Nets
New York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York KnicksNew York Knicks
Philadelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ersPhiladelphia 76ers
Phoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix SunsPhoenix Suns
Portland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail BlazersPortland Trail Blazers
San Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio SpursSan Antonio Spurs
Seattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonicsSeattle SuperSonics
Washington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington BulletsWashington Bullets

Dentro das quadras: a rivalidade entre Larry Bird e Magic Johnson dá a tônica dos anos 1980

Entre 1980 e 1986, o Celtics de Larry Bird e o Lakers de Magic Johnson se alternaram como campeões da liga, exceção feita somente ao ano de 1983, quando 0 Sixers de Dr J e Moses Malone massacrou todos adversários no caminho ao título. Dois astros, um negro e o outro branco. Um na costa leste, outro na oeste. Duas franquias tradicionalíssimas medindo forças ano após ano. Estavam ali todos os ingredientes que a NBA sonhava para promover a liga e aumentar a sua popularidade, não somente nos EUA, mas agora em todo o mundo.

A rivalidade entre Bird e Magic foi explorada de todas as formas, até com o lançamento de um modelo de tênis da Converse (imagem: sneakerhistory.com)

A rivalidade entre Bird e Magic foi explorada de todas as formas, até com o lançamento de um modelo de tênis da Converse (imagem: sneakerhistory.com)

Seis novas franquias, duas criadas em clima de “flashback” (1987/1996)

NBA chega à Flórida e a North Carolina

 A ABA teve franquias atuando na Flórida, o Miami Floridians (posteriormente apenas The Floridians), e em North Carolina, o Carolina Cougars, mas até 1988 a NBA nunca havia chegado a estes estados. Isso mudou na temporada 1988-89, quando Miami Heat e Charlotte Hornets foram admitidos na liga, que passou a ter 25 equipes.

No ano seguinte outras duas franquias também ingressaram na NBA, cada uma em um extremo do país. O Orlando Magic passou a ser a segunda franquia na Flórida e a NBA devolveu a Minneapolis uma franquia depois de quase três décadas ao admitir o Minnesota Timberwolves na liga (o Minneapolis Lakers se mudou para Los Angeles em 1960). Assim, em 1989 a NBA alcançou o total de 27 franquias, três vezes mais do que havia ao final da temporada 1965-66.

O Canadá volta à NBA

Na primeira temporada da BAA, que para todos os efeitos é apenas o antigo nome da NBA, a liga contava com um representante canadense, o Toronto Huskies. Contudo, a franquia participou somente desta temporada inaugural, encerrando as atividades em 1947. Em 1995, quase meio século depois (48 anos, para ser exato), duas equipes canadenses ingressaram simultaneamente na NBA: o Toronto Raptors e o Vancouver Grizzlies. Faltava apenas mais uma franquia para a liga chegar ao total de 30 que a compõem atualmente.

Novas arenas

Em sua gestão, David Stern começou a promover a modernização das arenas que abrigavam partidas da NBA, visando acomodar mais torcedores, com mais conforto, serviços e melhor acessibilidade. Entre 1988 e 1996, nada menos do que 11 novas arenas foram construídas. Até o tradicionalíssimo Boston Garden, que estava em uso desde 1928, foi substituído pelo TD Garden, muito mais moderno e com cerca de 4.200 assentos a mais do que a antiga antiga casa do Celtics.

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Dentro das quadras: Michael Jordan domina a NBA

Na segunda metade da década de 1980 um jogador revolucionou a liga, começou a destruir recordes e colocou em xeque a certeza que muitos tinham até então sobre qual era o maior craque de todos os tempos. Michael Jordan foi o cestinha da NBA na temporada 1984-85, sua estreia na liga, e só não repetiu o feito na temporada seguinte por conta de uma contusão que o impediu de jogar 64 das 82 partidas da temporada regular. Mas com a saúde em dia, Jordan foi o cestinha nas sete temporadas seguintes, feito que somente Wilt Chamberlain havia conseguido realizar nos anos 1960.

O ala-armador que conduziu o Chicago Bulls aos seus 6 únicos títulos na história era um jogador verdadeiramente completo, como nunca havia surgido na NBA. Agilidade, competitividade, talento, vigor físico, pontaria, liderança, inteligência… Jordan tinha tudo isso e mais alguma coisa. Conseguia ser decisivo no ataque e na defesa, criar jogadas para os companheiros de equipe e para si mesmo, brigar por rebotes com pivôs e arremessar de 3 pontos com maestria nos segundos finais.

Um ótimo resumo do quão eficiente foi Michael Jordan está contido no vídeo abaixo, que reúne lances dos sete triplos-duplos que ele registrou na temporada 1988-89. A sequência ocorreu entre os dias 25/3/1989 e 6/4/1989 em partidas contra Seattle SuperSonics (21 pts, 12 reb, 12 ast – vitória), Golden State Warriors (33 pts, 12 reb, 11 ast – vitória), Milwaukee Bucks (32 pts, 10 reb, 10 ast – vitória), Cleveland Cavaliers (37 pts, 10 reb, 10 ast – derrota), New Jersey Nets (27 pts, 14 reb, 12 ast – vitória), Charlotte Hornets (33 pts, 10 reb, 12 ast – vitória) e Detroit Pistons (31 pts, 13 reb, 10 ast – derrota).

D-League, novas divisões e o boom de arenas multiuso (1997/2006)

Adeus, Bullets. Olá, Wizards.

Em 1997 a franquia do Washington Bullets promoveu uma alteração politicamente correta e mudou seu nome para Wizards. A mudança foi bastante polêmica, já que o nome Bullets tinha uma tradição de décadas na NBA. Até hoje há torcedores da franquia que não se conformaram com a alteração e se recusam a chamar a equipe de Washington Wizards.

O fim da CBA e a criação da D-League

A Continental Basketball League (CBA) se vangloriava de ser a liga de basquete profissional mais antiga em atividade, pois havia sido criada em 1946, algumas semanas antes do que a NBA. E este realmente era um dos únicos trunfos da CBA, que nunca chegou a incomodar verdadeiramente a NBA, pelo contrário. Durante a maior parte do tempo sua existência só se justificou por ser uma fornecedora de técnicos e jogadores para a NBA.

Este fornecimento de jogadores deixou de ser informal no início dos anos 1980, quando as ligas firmaram um acordo mediante o qual franquias da NBA podiam contratar jogadores da CBA pelo prazo de 10 dias. Este tipo de contrato, que existe até hoje na NBA, era útil para substituir jogadores contundidos e para testar o potencial de atletas da CBA.

Em 1999, Isiah Thomas, ídolo do Detroit Pistons, liderou um grupo de investidores que comprou a CBA e todas suas franquias por US$ 10 milhões. Meses após a aquisição, Thomas se deu conta de que o negócio era economicamente inviável, mas, mesmo assim, recusou uma oferta de US$ 11 milhões feita pela NBA. O resultado foi o encerramento das atividades da liga em 2001.

Foi a deixa para que David Stern criasse uma liga que fosse o celeiro de jogadores para abastecer as franquias da NBA. Mais do que isso: uma liga onde os jogadores já se acostumassem à cultura e ao ambiente do basquete da NBA e onde as equipes pudessem acompanhar de perto o desenvolvimento de cada um deles. Surgiu assim a NBA Development League, ou simplesmente D-League.

Todas as equipes que integram a D-League têm vínculo com alguma das franquias da NBA ou são propriedade de alguma delas. Por exemplo: enquanto, o Santa Cruz Warriors é a equipe que representa oficialmente o Golden State Warriors na D-League, o Rio Grande Valley Vipers é uma equipe “de aluguel”, que firma parcerias por prazo determinado com diferentes franquias da NBA. O Vipers tem vínculo dom o Houston Rockets desde 2010, mas já representou o Cleveland Cavaliers e o New Orleans Hornets (atual New Orleans Pelicans) no passado.

Um dos “produtos” que melhor representa o sucesso da D-League é Danny Green, campeão em 2014 pelo San Antonio Spurs, franquia que renovou seu contrato no final da temporada 2014-15 por US$ 45 milhões. Green defendeu três equipes diferentes da D-League entre 2010 e 2011 até chegar à equipe do Spurs, tornando-se, posteriormente, jogador titular e peça chave na conquista do título de 2014.

Ao longo da temporada 2014-15, Bruno Caboclo e Lucas Bebê, brasileiros do Toronto Raptors, frequentaram com assiduidade a equipe do Fort Wayne Mad Ants, equipe da D-League com a qual a franquia tinha parceria. Mas o Raptors criou sua própria equipe representante da D-League, o Raptors 905, e em 2015 o Fort Wayne Mad Ants foi adquirido pelo Indiana Pacers.

30ª franquia enseja reorganização das conferências

Em 2001, o Grizzlies trocou a cidade de Vancouver, na Costa Oeste do Canadá, pela cidade de Memphis, no Tennessee. Apesar de não haver tantos ursos por lá quanto em Vancouver, manteve o nome e passou a se chamar Memphis Grizzlies.

Outra mudança de sede ocorreu em 2002, quando o Hornets deixou Charlotte para adotar New Orleans como sede. Nascia, assim, o New Orleans Hornets (atual New Orleans Pelicans), franquia que teve vida curta com este nome. A saída do Hornets de North Carolina possibilitou a entrada da 30ª franquia na NBA, o Charlotte Bobcats, em 2004, que, para todos os efeitos, é a mesma franquia do atual Charlotte Hornets.

Com três dezenas de franquias, a NBA reorganizou sua estrutura pela 2ª vez em quase 35 anos. As conferências foram mantidas, mas cada uma delas passou a ter três divisões: Atlântico, Central e Sudeste (Leste) e Noroeste, Pacífico e Sudoeste (Oeste). A Divisão do Meio-Oeste, portanto, foi extinta.

Boom de arenas multiuso

Seguindo o programa de renovação das arenas iniciado em 1988, entre 1997 e 2006 nada menos do que 14 novas arenas multiuso para abrigar partidas da NBA foram construídas. Apenas em 1999 foram inauguradas seis arenas, incluindo o Staples Center, que substituiu o L.A. Forum, também conhecido como The Forum ou Inglewood, casa do Los Angeles Lakers por 32 anos. O Staples Center é um marco na história da liga porque pela primeira vez duas franquias dividiram a mesma arena, já que também passou a casa do Los Angeles Clippers, mostrando que entre aumentar a margem de lucro e fomentar rivalidades, a NBA está mais interessada na primeira opção.

Problemas com arenas causaram as últimas mudanças de endereço ocorridas na NBA. Por conta do Furacão Katrina, que devastou o sul dos EUA em 2005, o New Orleans Hornets foi obrigado a mandar suas partidas durante duas temporadas em Oklahoma City. E esta mudança traria consequências para outra franquia num futuro próximo.

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Dentro das quadras: Jordan se cansa de vencer e Kobe assume o posto de astro da NBA

Depois de ter vencido três campeonatos seguidos com o Bulls em 1991, 1992 e 1993, Jordan ficou quase dois anos afastado das quadras, dando oportunidade para que o Houston Rockets de Hakeem Olajuwon conquistasse dois títulos da liga em 1994 e 1995. Quando retornou com força total na temporada 1995-96, Jordan conduziu o Bulls a outro tricampeonato consecutivo (1996, 1997 e 1998), seguido de mais uma aposentadoria temporária.

O posto de astro supremo da NBA ficou vago e um jovem preterido pelo Charlotte Hornets em 1996 que acabou tendo uma oportunidade no Los Angeles Lakers estava disposto a assumí-lo. Kobe Bryant, que nunca escondeu sua admiração incondicional por Jordan, a ponto de imitá-lo nos trejeitos, jogadas e atitudes, também levou o Lakers a um tricampeonato em 2000, 2001 e 2002, feito que a franquia californiana somente tinha conseguido realizar no início dos anos 1950.

No dia 22 de janeiro de 2006, Kobe Bryant alcançou uma marca nunca atingida por seu ídolo: o craque do Lakers marcou 81 pontos na vitória do Lakers sobre o Toronto Raptors, segunda melhor pontuação de um jogador em uma única partida, atrás somente dos 100 pontos marcados por Wilt Chamberlain em 2 de março de 1962 contra o New York Knicks.

Jordan ainda faria mais um retorno à NBA defendendo o Washington Wizards por duas temporadas (2001-02 e 2002-03), dando a oportunidade para que seu pupilo o enfrentasse mais algumas vezes no início do século XXI.

Uma tempestade acaba com o Sonics, Nets vai para Brooklyn e Adam Silver assume a NBA (2007/2015)

Sonics muda de sede e vira Thunder

Em 2008 o Seattle SuperSonics foi vendido e seus novos proprietários, sob o pretexto de que não tinham verbas suficientes para construir uma nova arena exigida pela NBA, promoveram a mudança da franquia para Oklahoma City, que se mostrou muito receptiva ao basquete profissional quando o New Orleans Hornets esteve por lá. A franquia foi rebatizada de Oklahoma City Thunder, mudou as cores do uniforme e não manteve nenhuma referência ao seu passado.

New York volta a ter duas franquias da NBA

Na temporada 1976-77, logo após a ABA ser absorvida pela NBA, New York teve Knicks e Nets concorrendo pelo mesmo mercado, o mais atraente da liga. Mas logo na temporada seguinte o Nets se mudou para New Jersey, onde ficou durante longos 45 anos. Em 2012, depois de construir o Barclays Center, a mais moderna arena entre todas da NBA, o Nets retornou para New York, instalando-se no bairro do Brooklyn e adotando o nome de Brooklyn Nets. Assim, New York juntou-se a Los Angeles no rol das únicas cidades da liga que possuem duas franquias em atividade.

David Stern entrega o bastão para Adam Silver

Após 30 anos no comando da NBA, David Stern entregou o cargo de comissário para Adam Silver em 2014 deixando o maior legado entre todos os presidentes e comissários que dirigiram a liga: 30 franquias (7 a mais que em 1984), 28 novas arenas, faturamento anual superior a US$ 5 bilhões (era de US$ 165 milhões quando assumiu), transmissão de partidas para 215 países, criação da D-League e da WNBA (Women’s National Basketball Association), entre outros feitos.

Mas nem tudo foi um mar rosas durante a administração de Stern, que ficou conhecido por ser duro nas negociações. Os jogadores da NBA fizeram três grandes greves reivindicando uma “fatia maior do bolo”, sendo que duas delas comprometeram o normal andamento das temporadas 1998-99 e 2011-12, quando dezenas de partidas deixaram de ser disputadas.

A “obsessão” de Stern pela construção de novas arenas também o tornou alvo de muitas críticas, a maioria oriundas de Seattle, cidade que perdeu o seu representante na NBA em um episódio, no mínimo, bastante tumultuado.

A expectativa, tanto dos jogadores quanto dos donos das franquias, é que o relacionamento com Silver seja mais leve e menos turbulento do que com seu antecessor. A verdade é que Stern deixou a casa muito bem arrumada, o que facilitará bastante a vida de Silver. Embora ainda haja especulações de que a NBA tenha interesse em ampliar ainda mais suas fronteiras, com a criação de franquias na Inglaterra e no México, a liga não necessita se expandir para sobreviver, ao contrário do que ocorreu no passado. Há projeções indicando que o salário médio de um jogador da NBA na temporada 2017-18 será em torno de US$ 8 milhões anuais, o que deve reduzir bastante as chances de que ocorram novas greves.

 

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Dentro das quadras: Spurs se consolida como uma das franquias mais vencedoras e LeBron James se torna o fator diferencial da liga

O San Antonio Spurs, que já havia conquistado três títulos (1999, 2003 e 2006), somou mais dois com o talento de Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan, todos sob o comando do técnico Greg Popovich. Com isso, chegou a cinco títulos da NBA e passou a ser a 4ª franquia mais vitoriosa da liga, atrás somente de Boston Celtics (17), Los Angeles Lakers (16) e Chicago Bulls (6).

Apesar de Kobe Bryant ter conquistado mais dois títulos pelo Lakers em 2009 e 2010, e do ala Kevin Durant ter sido o cestinha da liga em cinco temporadas consecutivas entre 2009 e 2014, foi para LeBron James que a maioria dos holofotes estiveram direcionados nos últimos anos. E não é para menos. LeBron disputou todas as finais da NBA entre 2011 e 2015, quatro pelo Miami Heat e uma pelo Cleveland Cavaliers, sendo em todas elas a principal estrela de sua equipe, tanto na temporada regular quanto nos playoffs.

Seu peso na NBA é tamanho que na temporada 2013-14, quando ainda estava na Flórida, o Miami Heat chegou à sua 4ª final consecutiva, enquanto o Cleveland Cavaliers foi o 10º colocado da Conferência Leste. Já na temporada 2014-15, o mesmo Cleveland Cavaliers, agora com LeBron, chegou às finais da liga, enquanto o Miami Heat amargou a 10ª colocação ocupada pelo Cavs na temporada anterior.

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