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  • por Rodrigo Enge
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Miami Heat

Miami Heat

Miami Heat

O Miami Heat integra a Divisão Sudeste da Conferência Leste da NBA. É a franquia que obteve mais sucesso dentre as que foram admitidas nas últimas expansões da liga. Desde a sua fundação, em 1988, não conseguiu se classificar para os playoffs em apenas oito temporadas. Disputou cinco finais da NBA e venceu três campeonatos, todos com a presença do ala-armador Dwyane Wade e do ex-técnico e atual gerente executivo Pat Riley. Apesar de vencedora, a franquia sofre com a falta de comprometimento da torcida, famosa por chegar tarde e sair cedo da American Airlines Arena, especialmente quando a equipe está em desvantagem no placar.




Origens

A admissão do Miami Heat na NBA ocorreu em 1988, mesmo ano de sua fundação, graças à nona expansão da liga. Além do Heat, no mesmo ano a NBA também permitiu a entrada do Charlotte Hornets na liga, que passou a contar com 25 franquias. A escolha do nome da franquia foi feita através de uma enquete na qual o participante podia escolher entre Miami Heat e Miami Vice, nome de uma série de televisão policial de muito sucesso nos anos 1980, toda ambientada na região de South Beach, que na época tinha altos níveis de criminalidade e violência para os padrões norte-americanos. O nome Vice (que em português significa “vício” , “depravação”, “imoralidade”…) naturalmente foi derrotado na enquete, sendo adotada a referência ao clima predominantemente quente da cidade.

Fundada um ano antes do que o Orlando Magic, o Miami Heat se tornou a primeira franquia com sede no estado da Florida a integrar a NBA. Mas não foi a primeira franquia de basquete profissional do estado: entre 1968 e 1970 o Miami Floridians foi uma das equipes que fez parte da extinta ABA (American Basketball Association).

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Localização do Miami Heat

A franquia está localizada na cidade de Miami, no sul do estado da Florida desde a sua criação, e desde 2000 manda suas partidas na American Airlines Arena (601 Biscayne Boulevard • Miami, Florida • 33132), segunda maior entre todas as arenas da NBA, com 19.600 assentos, atrás somente da Air Canada Centre, do Toronto Raptors.

Miami, Florida, EUA

Miami, Florida, EUA

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Recordes do Miami Heat

Estatísticas obtidas no site Basketball Reference e atualizadas ao final de cada temporada.

Raio-X da franquia

Raio-X 
Temporadas na NBA29
Participações nos playoffs19
Títulos da NBA3
Títulos de Conferência5
1ª colocação na Conferência3
1ª colocação na Divisão11
Vitórias/derrotas na temporada regular1.211/1.119 (52,0%)

Maiores sequências na temporada regular

SequênciaPartidasTemporada
Vitórias272012-13
Derrotas171988-89

Melhor e pior campanha na temporada regular

TemporadaCampanha%Pós-temporada
2012-1366-1680,5Campeão da NBA
1988-8915-6718,3--

Recordes totais

EstatísticaJogadorRecorde
PontosDwyane Wade20.221
RebotesHudonis Haslem5.701
AssistênciasDwyane Wade4.944
Roubos de bolaDwyane Wade1.414
BloqueiosAlonzo Mourning1.625
Lances livresDwyane Wade5.185
Arremessos de 3 ptsTim Hardaway806
PartidasDwyane Wade855

Recordes – médias por partida

EstatísticaJogadorRecorde
PontosLeBron James26,9
RebotesHassan Whiteside12,3
AssistênciasSherman Douglas7,9
Roubos de bolaSherman Douglas1,7
BloqueiosHassan Whiteside2,8
MinutosLeBron James38,0

Recordes em uma única partida (inclui partidas de playoffs)

EstatísticaJogadorRecordeDataAdversário
PontosLeBron James6103/03/2014Charlotte Bobcats
RebotesRony Seikaly3403/03/1993Washington Bullets
AssistênciasTim Hardaway1919/04/1996Milwaukee Bucks
Roubos de bolaMario Chalmers905/11/2008Philadelphia 76ers
BloqueiosHassan Whiteside1225/01/2015Chicago Bulls
Lances livres Dwyane Wade2301/02/2007Cleveland Cavaliers
Arremessos de 3 ptsBrian Shaw • Mario Chalmers1008/04/1993 • 12/01/2013Milwaukee Bucks • Sacramento Kings

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Ídolos e jogadores notáveis do Miami Heat

JogadorAltura (m)Posição#NascimentoDeAtéPontos*Rebotes*Assistências*Campeão**
Grant Long2,0344312/03/19661988199411,67,02,1--
Glen Rice2,0134128/05/19671989199519,34,92,2--
Rony Seikaly2,115410/05/19651988199415,410,41,3--
Alonzo Mourning2,084 e 53308/02/19701995/20052002/200716,08,11,11 vez
Tim Hardaway1,8311001/09/19661996200117,33,27,8--
Eddie Jones1,982 e 3620/10/19712000200516,04,53,0--
Dwyane Wade1,931 e 2317/01/19822003201623,74,85,73 vezes
Udonis Haslem2,0344009/06/1980200320158,27,20,93 vezes
Shaquille O'Neal2,1653206/03/19722004200819,69,12,11 vez
Jason Williams1,8515518/11/19752005200810,62,24,91 vez
Chris Bosh2,114 e 5124/03/19842010201517,87,31,72 vezes
LeBron James2,032, 3 e 4630/12/19842010201426,97,66,72 vezes
* por partida, defendendo a franquia / ** defendendo a franquia

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Rivalidades

Apesar de ser uma franquia jovem, o Miami Heat conseguiu colecionar vários rivais espalhados pelo EUA em razão de sua constante participação nos playoffs desde a década de 1990, especialmente nos anos em que LeBron James fez da franquia o time a ser batido na NBA.

New York Knicks

O New York Knicks foi o primeiro rival que o Miami Heat fez na NBA depois das franquias se enfrentarem quatro vezes seguidas na pós-temporada entre 1997 e 2000. Todas as séries foram resolvidas pela diferença mínima, com vantagem para o time de Manhattan: 4 a 3 para o Heat na semifinal da Conferência Leste de 1997; 3 a 2 para o Knicks na primeira rodada dos playoffs de 1998 e 1999; e 4 a 3 para o Knicks na semifinal da Conferência Leste de 2000.

E para apimentar essa rivalidade havia um ingrediente especial. Depois de conquistar quatro campeonatos comandando o Los Angeles Lakers, em 1991 Pat Riley cruzou os EUA para dirigir o New York Knicks, gerando uma expectativa enorme na fanática torcida no Nova Iorque, que há quase duas décadas não via a franquia nem ao menos disputar uma final da NBA. Apesar de ter um elenco bastante competitivo em mãos, nas quatro temporadas em que esteve na Big Apple, Riley não deu aos nova-iorquinos o tão sonhado título. Conseguiu levar o Knicks à final da temporada 1993-94, mas foi derrotado pelo Houston Rockets por 4 a 3. Ao se desligar do Knicks em 1995, Pat Riley pegou o avião direto rumo à Flórida para assumir o comando do Miami Heat e dificultar a vida do New York Knicks nos playoffs.

Dallas Mavericks

Em 2006 a NBA teve uma final inédita, com dos finalistas inéditos: pela Conferência Leste, o Miami Heat de Dwyane Wade e Shaquille O’Neal; pela Conferência Oeste, o Dallas Mavericks de Dirk Nowitzki e Jason Terry. O Heat de Pat Riley foi campeão (4 a 2), com Dwyane Wade eleito o MVP das finais.

A mesma final foi repetida em 2011, quando ambas as franquias foram campeãs de suas respectivas conferências pela segunda vez na história da liga. O Mavericks ainda contava com o alemão Nowitzki (e como contava!) e com Terry na armação, enquanto a equipe da Florida tinha trazido dois reforços de peso para se juntar a Dwyane Wade: Chris Bosh e LeBron James. O “Big Three”, como a imprensa batizou o trio de astros do Heat, chegava a uma final logo na sua primeira temporada em Miami com campanha ligeiramente superior à do Mavericks na temporada regular (58-24 contra 57-25 do Mavs), o que garantia à franquia a vantagem de mando de quadra na série final. Mas enquanto todos os holofotes estavam voltados para o MVP das duas temporadas anteriores, LeBron James, quem brilhou foi Dirk Nowitzki, com média de 27 pontos, 9,4 e 2,2 assistências por partida na série contra o Miami Heat, sendo decisivo para o Dallas Mavericks quebrar dois mandos de jogo do rival e fechar a série em 6 a 2, conquistando seu primeiro e único título da NBA.

San Antonio Spurs

Outra franquia texana entrou no rol de rivais do Miami Heat em 2013, quando o San Antonio Spurs voltou à série final da NBA, o que não acontecia desde 2007. Naquela oportunidade o Spurs varreu (4 a 0) o Cleveland Cavaliers, franquia então defendida por LeBron James, acusado por parte da imprensa norte-americana e por torcedores do próprio Cavs de ter “amarelado” na série final. Assim, em 2013, apesar de se tratar de uma final inédita, havia um gosto de revanche no ar. Novamente o Miami Heat chegou à final com a vantagem de mando de quadra por ter feito melhor campanha na temporada regular (66-16 contra 58-24 do Spurs), mas a equipe texana começou a série vencendo em plena American Airlines Arena e chegou à sexta partida com vantagem de 3 a 2 e a chance de se sagrar campeã em Miami.

Nos segundos finais do último quarto o Spurs vencia por 95 a 92, quando Chris Bosh pegou o rebote de um arremesso errado de LeBron James e passou para Ray Allen na zona morta empatar a partida com um arremesso de três pontos. Torcedores do Heat, que já haviam abandonado a arena dando a derrota como certa, tentaram retornar para acompanhar a prorrogação, sem sucesso. O arremesso de Allen não só empatou a partida como incendiou a torcida presente e abalou a confiança da experiente equipe do Spurs. O placar final (Spurs 100 x 103 Heat) garantiu a realização da sétima partida.

O jogo que decidiu a série e, consequentemente, o título, foi quase tão eletrizante quanto o anterior. Faltando somente 39 segundos para o final da partida o placar marcava 90 a 88 para o Miami Heat e quem assumiu a responsabilidade de decidir foi justamente o jogador acusado de amarelar perante o Spurs em 2007 com a camisa do Cavs. Quatro pontos de LeBron James e um de Dwyane Wade deram números finais ao placar: Spurs 88 x 95 Heat.

No ano seguinte a mesma final foi reeditada, mas desta vez o San Antonio Spurs chegou às finais com a vantagem de ter realizado a melhor campanha na temporada regular (62-20 contra 54-28 do Heat). Entretanto, com um jogo mais coletivo e organizado, o Spurs não precisou fazer uso de todos seus quatro mandos de jogos para conquistar o quinto título da franquia, fechando a série em 4 a 1 e comemorando diante de sua torcida. Kawhi Leonard foi eleito o MVP das finais e Gregg Popovich recebeu pela terceira vez em sua carreira o prêmio de técnico do ano. Apesar de ter abusado dos turnovers, LeBron James teve grande atuação na série final contra o Spurs (28.2 pontos, 7.8 rebotes e 4.0 assistências por partida), mas não foi acompanhado pelos companheiros de equipe. Após a perda do título para o Spurs, o “King James” decidiu transferir seu reino de volta para Cleveland, levando com ele boa parte do seu séquito de fãs. Sem o astro, o Miami Heat deixou automaticamente de ser um candidato ao título para se tornar uma equipe que já vê como lucro a conquista de vaga nos playoffs.

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