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  • por Rodrigo Enge
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Indiana Pacers

Indiana Pacers

Indiana Pacers

O Indiana Pacers integra a Divisão Central da Conferência Leste da NBA. A franquia nasceu em 1967, no mesmo ano em que foi fundada a ABA, liga profissional de basquete que concorreu com a NBA nos anos 1960 e 1970. Seus “anos dourados” foram justamente enquanto integrou a ABA, tendo vencido três dos nove campeonatos promovidos pela liga. Na NBA desde a temporada 1976-77, nunca conseguiu repetir o mesmo sucesso. Tem como principal ídolo o ala-armador Reggie Miller, que defendeu a franquia por 17 temporadas e participou das melhores campanhas da equipe na NBA, levando-a a 14 disputas de playoffs e um vice-campeonato.

Origens

O Indiana Pacers foi fundado em 1967, a exemplo de outras dez franquias criadas especialmente naquele ano para juntas constituírem a American Basketball Association (ABA). Apesar de sua sede ser na cidade de Indianapolis, a ideia original dos proprietários da franquia era mandar seus jogos em localidades diferentes do estado de Indiana (o que na prática nunca ocorreu), razão pela qual o nome do estado e não da capital foi utilizado no batismo da equipe. Já o “sobrenome” Pacers é uma referência à tradicional corrida de automobilismo conhecida no Brasil como “500 Milhas de Indianápolis”, pois o carro que entra na pista para forçar a redução da velocidade dos competidores após um acidente ou qualquer incidente que possa representar perigo aos pilotos é chamado de pace car (ou safety car).




Disputando a ABA, o Indiana Pacers foi extremamente bem-sucedido: chegou a cinco finais das nove realizadas na liga e venceu três campeonatos. Contudo, a ABA não chegou a completar uma década de existência, sendo extinta em 1976. Das nove franquias da ABA que iniciaram a temporada 1975-76, cinco fecharam as portas e quatro negociaram a migração para a concorrente NBA. Foram elas o San Antonio Spurs, o Denver Nuggets, o New York Nets (atual Brooklyn Nets) e o Indiana Pacers.

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Localização do Indiana Pacers

Indianapolis, a capital do estado de Indiana, é a sede do Indiana Pacers desde sua fundação em 1967. Desde 1999 a franquia manda suas partidas no Bankers Life Fieldhouse (125 South Pennsylvania Street • Indianapolis, Indiana • 46204), arena com 18.165 assentos.

Indianapolis, Indiana, EUA

Indianapolis, Indiana, EUA

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Recordes do Indiana Pacers

 

Raio-X da franquia

Raio-X 
Temporadas na NBA41
Participações nos playoffs24
Títulos da NBA0
Títulos de Conferência1
1ª colocação na Conferência3
1ª colocação na Divisão6
Vitórias/derrotas na temporada regular1.648/1.665 (49,7%)

Maiores sequências na temporada regular

SequênciaPartidasTemporada
Vitórias101993-94/1994-95
Derrotas12 (3)1982-83 • 1984-95 • 1988-89

Melhor e pior campanha na temporada regular

TemporadaCampanha%Pós-temporada
2003-0461-2174,4Vice-campeão da Conferência Leste
1982-8320-6224,4--

Recordes totais

EstatísticaJogadorRecorde
PontosReggie Miller25.279
RebotesMel Daniels7.643
AssistênciasReggie Miller4.141
Roubos de bolaReggie Miller1.505
BloqueiosJermaine O'Neal1.245
Lances livresReggie Miller6.237
Arremessos de 3 ptsReggie Miller2.560
PartidasReggie Miller1.389

Recordes – médias por partida

EstatísticaJogadorRecorde
PontosGeorge McGinnis19,6
RebotesMel Daniels16,0
AssistênciasMark Jackson8,1
Roubos de bolaDon Buse2,5
BloqueiosJermaine O'Neal2,4
MinutosMel Daniels37,1

Recordes em uma única partida

EstatísticaJogadorRecordeDataAdversário
PontosReggie Miller5728/11/1992Charlotte Hornets
RebotesHerb Williams2923/01/1989Denver Nuggets
AssistênciasJamaal Tinsley2322/11/2001Washington Wizards
Roubos de bola*Micheal Williams (2)812/01/1991 e 30/12/1991Milwaukee Bucks e Chicago Bulls
BloqueiosRoy Hibbert1121/11/2012New Orleans Hornets
Lances livresDetlef Schrempf2208/12/1992Golden State Warriors
Arremessos de 3 ptsPaul George921/11/2012New Orleans Hornets
* Metta World Peace e Jamaal Tinsley dividem este recorde com Micheal Williams. Confira no Basketball Reference.

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Ídolos e jogadores notáveis do Indiana Pacers

* por partida, defendendo a franquia / linhas em azul: estatísticas de campeonatos da ABA e da NBA / linha em amarelo: estatísticas exclusivamente de campeonatos da ABA

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Rivalidades

New York Knicks

Desde a temporada 1979-80 Indiana Pacers e New York Knicks disputam a Conferência Leste, sendo a equipe de Nova Iorque o adversário que o Pacers mais enfrentou na pós-temporada. Foram sete disputas de séries de playoffs, com pequena vantagem para o Knicks, que eliminou o rival em quatro oportunidades. Sem dúvida alguma, os confrontos que mais acirraram a rivalidade entre as franquias ocorreram nos playoffs de 1994 e 1995.

1994

Em 1994, Pacers e Knicks decidiram a final da Conferência Leste num clima de bastante tensão dentro e fora da quadra. Knicks e Hawks tinham realizado a melhor campanha da conferência (57-25), enquanto o Pacers havia ficado em quinto lugar com uma campanha de 47 vitórias e 35 derrotas. Era a primeira vez que o Pacers chegava tão longe nos playoffs da NBA. Já o tradicional Knicks, duas vezes campeão da liga que ajudou a fundar, havia sido eliminado no ano anterior naquele mesmo estágio dos playoffs pelo Chicago Bulls de Michael Jordan. Mas, desta vez, Jordan estava “brincado” de ser jogador de baseball e o caminho do Knicks às finais parecia bem menos complicado.

O formato da série naquela época era 2-2-1-1-1, significando que a franquia de melhor campanha na temporada regular (Knicks) jogava as duas primeiras partidas em casa, depois duas fora e as três últimas de maneira alternada, decidindo também em casa. O Knicks confirmou seu mando de jogo nas primeiras partidas, fazendo 2 a 0 na série. Mas Indiana também venceu as duas partidas que fez em casa e empatou a série em 2 a 2.

Na quinta partida, o diretor de cinema Spike Lee, torcedor fanático do Knicks que, como de costume, assistia o jogo à beira da quadra, começou a provocar Reggie Miller na intenção de desestabilizá-lo emocionalmente. As provocações de Lee surtiram o efeito exatamente oposto ao pretendido e Miller não apenas desandou a matar bolas de todos os cantos da quadra (anotou 39 pontos na partida), como, após cada arremesso convertido, respondia diretamente às provocações do diretor. Resultado: o Pacers virou a série em pleno Madison Square Garden com uma vitória de 93 a 86. Boa parte da torcida e da imprensa nova-iorquina culpou Lee por “fornecer motivação extra” ao craque do Pacers, já naturalmente competitivo e motivado.




A série voltou para Indianapolis e bastava ao Pacers confirmar seu mando de jogo para chegar a sua primeira final da NBA. Reggie Miller foi novamente o cestinha da partida com 27 pontos, mas, sem Spike Lee para “motivá-lo”, sua pontaria nas bolas de três pontos estava bem pior do que no jogo anterior (2/7). Do lado do Knicks, cinco jogadores pontuaram em dois dígitos, com destaque para John Starks, que marcou 26 pontos, com cinco arremessos de 3 pontos convertidos em seis tentativas. Resultado: Knicks 98 x 91 Pacers e série empatada novamente.

A partida decisiva no MSG foi disputadíssima, como não poderia deixar de ser. Novamente cinco jogadores do Knicks pontuaram em dois dígitos, novamente Reggie Miller foi o cestinha da partida (25 pontos), e novamente a equipe de Manhattan saiu vencedora. Quem fez a diferença foi o pivô Patrick Ewing, que além de anotar 24 pontos, pegou 22 rebotes, deu 7 assistências e ainda distribuiu 5 tocos. Aliás, a partida, e consequentemente a série, foi decidida graças aos rebotes: 51 do Knicks contra apenas 29 do Pacers.

O Pacers voltou para Indiana com o vice-campeonato da Conferência Leste e o Knicks foi enfrentar o Houston Rockets de Hakeem Olajuwon, que venceu a série final por 4 partidas a 3.

1995

Nos playoffs da temporada seguinte os rivais se encontraram novamente, dessa vez na semifinal da Conferência Leste. Mais uma vez a vantagem nos mandos de partida era do Knicks, dono da melhor campanha na temporada regular (55-27 contra 52-30), e logo na primeira partida no Madison Square Garden ficou claro para todo mundo que a parada seria dura outra vez.

Faltavam 18,7 segundos para o término do jogo e o Knicks vencia por 105 a 99. A vaca teria deitado, como diz o Zé Boquinha? Longe disso. Reggie Miller acertou dois arremessos de três pontos em menos de seis segundos, empatando o placar em 105. John Starks sofreu uma falta e foi para a linha do lance livre onde, para desespero de Spike Lee e os milhares de torcedores do Knicks no MSG, errou os dois arremessos. Quando a bola entrou em jogo após o segundo arremesso desperdiçado, caiu nas mão de Patrick Ewing, mas o pivô também errou um arremesso que normalmente teria endereço certo. O novo rebote foi pego por quem? Reggie Miller, que sofreu uma falta logo em seguida e, ao contrário de Starks, converteu os dois lances livre garantindo a vitória do Pacers por 107 a 105.

Exceto pelo segundo jogo (vencido pelo Knicks por 96 a 77) e pelo quarto (vencido pelo Pacers por 98 a 84), todos os demais foram decididos nos detalhes, sempre com diferença de no máximo dois pontos no placar final. No sétimo e decisivo jogo da série, também realizado no MSG, o placar marcava 97 a 95 para o Pacers e a posse de bola era do Knicks faltando cinco segundo para o término da partida. Ewing novamente foi o “vilão” ao errar uma bandeja relativamente fácil, o que determinou a eliminação do time da casa e a revanche “com requintes de crueldade” do Pacers sobre o rival.

A equipe de Indianapolis decidiu a final da Conferência Leste contra o Orlando Magic de Shaquille O’Neal, Anfernee Hardaway e Horace Grant, que levou a melhor vencendo a série por 4 partidas a 3.

Detroit Pistons

Indianapolis e Detroit são cidades relativamente próximas e as franquias são “companheiras” de Divisão Central e de Conferência Leste desde a temporada 1979-80. Apesar disso, somente se encontraram na pós-temporada em três oportunidades, todas com vitória do Pistons. O acirramento da rivalidade entre as franquias ocorreu por conta de um incidente durante partida realizada em Detroit no dia 19 de novembro de 2004, no início da temporada regular 2004-05.

O Detroit Pistons havia eliminado o Indiana Pacers nas finais da Conferência Leste nos playoffs da temporada anterior( 4 a 2) e se encontravam pela primeira vez desde então. Faltando menos de 50 segundos para o término da partida, a equipe visitante vencia com certa facilidade por 97 a 82 quando Ron Artest, que defendia o Pacers e se “autorrebatizou” Metta World Peace em 2011, atingiu Ben Wallace por trás no momento em que o ala-pivô executava uma bandeja. Wallace revidou imediatamente e uma briga generalizada se instalou dentro da quadra. Artest se afastou da confusão e permaneceu deitado sobre a mesa dos encarregados de controlar o placar e o relógio enquanto ainda havia jogadores trocando empurrões e insultos. Quando parecia que a situação não poderia piorar, um copo de refrigerante foi arremessado em Artest. O jogador, que parecia controlado até então, perdeu a cabeça e pulou as fileiras de assentos até alcançar o responsável pela agressão, um torcedor do Pistons chamado John Green. A briga, a partir daí, passou a ser entre o elenco do Pacers e praticamente todo mundo que ainda estava no Palace of Auburn Hills.

A partida obviamente não foi mais reiniciada e o time do Indiana Pacers teve que fugir para o vestiário num cenário de caos generalizado. A NBA puniu com suspensões e multas salariais todos os envolvidos no triste episódio (seis jogadores do Pacers e três do Pistons), cabendo a Ron Artest a pena mais pesada: quase US$ 5 milhões de multa salarial e suspensão até o final da temporada, lembrando que aquele havia sido apenas o nono jogo do Pacers na temporada 2004-05. Cinco jogadores do Pacers também foram processados e condenados pela justiça norte-americana a penas alternativas, incluindo David Harrison, que não havia sido punido pela NBA. John Green e outros quatro torcedores que participaram da confusão (David Wallace, irmão de Ben Wallace era um deles) também foram processados, condenados e banidos para o resto da vida dos jogos do Detroit Pistons.

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As estatísticas dos jogadores mencionadas neste artigo foram obtidas no site Basketball Reference.
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