Search
  • Informação de bandeja sobre a NBA
  • por Rodrigo Enge
Search Menu

As perspectivas dos brasileiros na temporada 2015-16

Perspectivas dos brasileiros na temporada 2015-16 da NBA

Nunca houve tantos brasileiros defendendo franquias da NBA quanto agora: são nove em oito equipes diferentes, quase um terço de todas que integram a liga. Mas sabemos que fazer parte do elenco, principalmente na pré-temporada, não é garantia de muita coisa e que a concorrência até por um cantinho no banco de reservas de qualquer equipe da liga já é absurda. Pensando nisso, quais são as reais perspectivas de cada um dos nove brasileiros na temporada 2015-16?

Leandro Barbosa (Leandrinho)

Indo para a sua 13ª temporada na NBA depois de ter desempenhado importante papel na conquista do título da liga com o Golden State Warriors há alguns meses, Leandrinho foi valorizado pela direção da franquia californiana, que lhe deu um aumento salarial de US$ 1 milhão para a temporada 2015-16. O ala-armador, que está prestes a completar 33 anos de idade, deve ser aproveitado por Steve Kerr tanto quanto na temporada passada, já que o elenco do Warriors sofreu pouquíssimas alterações relevantes.

Tiago Splitter

Splitter foi negociado pelo San Antonio Spurs com o Atlanta Hawks, onde terá a concorrência de ótimos jogadores, como Paul Millsap e Al Horford. No Texas, Splitter foi titular em mais da metade das partidas da temporada regular 2014-15 e em todas dos playoffs 2015, o que não deve ocorrer na Georgia. Mas suas perspectivas de ganhar muitos minutos em quadra pelo Hawks são excelentes, já que além dos demais concorrentes por uma vaga (Mike Muscala e Walter Tavares) serem bem menos experientes e tecnicamente inferiores, o técnico Mike Budenholzer conhece Splitter muito bem, já que foi assistente de Gregg Popovich durante as cinco temporadas do pivô no Spurs.

Nenê Hilário

Dos nove brasileiros, Nenê é o mais experiente na NBA, com 13 temporadas nas costas, interrompidas somente por problemas de saúde em 2005 (joelho) e 2008 (tumor). Aos 33 anos de idade, o ala-pivô continua sendo um dos principais nomes do Washington Wizards, sua casa desde 2011. Tecnicamente não há nenhum big man melhor do que ele e do que o polonês Marcin Gortat no elenco, o que nos faz acreditar que o técnico Randy Wittman continuará contando bastante com o brasileiro, que está entrando no seu último ano de contrato com a franquia.

Anderson Varejão

Antes de romper o tendão de aquiles, no final de 2014, Varejão era o pivô titular de David Blatt no Cleveland Cavaliers. Mas muita coisa aconteceu desde então e tudo indica que terá muito trabalho para reconquistar o posto. Afastado das quadras para se recuperar, assistiu de terno e gravata Timofey Mozgov e Tristan Thompson brilharem nos playoffs 2015. Na offseason Blatt trouxe o pivô Alexander Kaun, com quem havia trabalhado na seleção russa em 2012. Thompson está batendo o pé para “ganhar” um contrato milionário, mas seja lá qual for o desfecho da negociação, é praticamente certo que defenderá o Cavs na temporada 2015-16. Há 11 temporadas em Ohio, Varejão continua sendo o maior xodó da torcida do Cavs, mas a tendência é que alguns de seus minutos em quadra, que já vinham diminuindo desde 2012, sofram mais cortes na temporada 2015-16.

Lucas Nogueira (Lucas Bebê)

Na temporada passada Lucas Bebê foi o jogador menos aproveitado no elenco do Toronto Raptors, tendo disputado somente seis partidas das 82 que compõem a temporada regular e nenhuma nos playoffs. Dwane Casey, técnico do Raptors, utilizou praticamente um pivô de ofício ao longo de toda temporada (Jonas Valanciunas), dando pouquíssimas oportunidades para Bebê e os demais reservas da posição. Para complicar ainda mais a vida do brasileiro, o Raptors contratou o pivô Bismack Biyombo, que até agora não mostrou ao que veio na NBA, mas é mais experiente na liga e recebe um salário anual muito superior ao de Bebê, o que nos faz acreditar que terá a preferência no revezamento com Valanciunas. A criação do Raptors 905 (leia abaixo) também não é uma notícia muito animadora para Bebê, ao menos a curto prazo.

Bruno Caboclo

A situação do ala brasileiro é ainda um pouco mais difícil do que a de Bebê, pois também foi pouquíssimo aproveitado na temporada anterior (apenas oito partidas) e ganhou nada menos do que quatros novos companheiros de equipe que, teoricamente, disputam a mesma posição. Um deles é Anthony Bennett, o #1 do Draft de 2013, recém-chegado do Minnesota Timberwolves. Na temporada passada, Bebê e Caboclo fizeram vários “bate-e-volta” na D-League, a liga de desenvolvimento da NBA. Agora, com o Raptors 905, equipe oficial da franquia canadense na D-League (antes o Raptors tinha parceria com o Fort Wayne Mad Ants, equipe recentemente adquirida pelo Indiana Pacers) é provável que os brasileiros façam ainda mais “visitas” à D-League na temporada 2015-16, já que apenas 15 jogadores podem integrar o elenco da franquia.

Raul Neto (Raulzinho)

O armador assinou um contrato com ao menos dois anos de duração (o 3º é team option) com o Utah Jazz, o que é um ótimo sinal em relação às oportunidades que a franquia pretende lhe dar. Raulzinho tem quatro temporadas de experiência na Espanha e defendeu a seleção brasileira em dois campeonatos mundiais, com excelente performance em 2014. Na temporada passada Trey Burke e Dante Exum se revezaram na armação do Jazz. Exum rompeu um ligamento do joelho jogando pela seleção australiana e dificilmente atuará na temporada 2015-16, o que deve render mais minutos em quadra para Raulzinho do que o técnico Quin Snyder tinha originalmente planejado.

Cristiano Felício

Felício assinou um contrato de dois anos de duração com o Chicago Bulls, embora a franquia tenha a opção de rescindi-lo a qualquer momento. É um ala-pivô que não pode jogar como stretch four, pois seu arremesso de média e longa distância ainda precisa melhorar, mas pode ser muito útil para o técnico Fred Hoiberg jogando próximo à cesta, pegando rebotes e como rim protector. O problema é que há ao menos três jogadores com este perfil antes dele na “hierarquia” do Bulls (Pau Gasol, Taj Gibson e Joakim Noah), além do calouro Bobby Portis. Portanto, Felício terá que aproveitar muito bem as oportunidades que lhe forem dadas para provar que pode fazer carreira na NBA.

Marcelo Huertas (Marcelinho)

De todos brasileiros que já chegaram à NBA, Marcelinho é o único que fará sua estreia na liga depois dos 30 anos de idade e com uma bagagem de mais de dez temporadas no basquete europeu. É um veterano com a carreira e reputação consolidadas no basquete FIBA, mas que precisará conquistar espaço no elenco do Los Angeles Lakers, que já conta com nada menos do que oito armadores e ala-armadores, incluindo o jovem Jordan Clarkson, que fez ótima temporada de estreia em 2014-15, D’Angelo Russell, #2 no Draft de 2015, e Lou Williams, eleito melhor 6º homem da liga na temporada passada. Mas as chances de Huertas ganhar uma vaga entre os 15 Lakers da temporada 2015-16 são reais, conforme o jornalista Adrian Wojnarowski informou  no tweet abaixo:

error: Se quiser utilizar este conteúdo por favor entre em contato.