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  • Informação de bandeja sobre a NBA
  • por Rodrigo Enge
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Adeus a Neal Walk, um dos melhores pivôs do Phoenix Suns

Neal Walk encara Wilt Chamberlain no começo da década de 1970 (imagem: twitter.com/suns)

Neal Walk encara Wilt Chamberlain no começo da década de 1970 (imagem: twitter.com/suns)

Neal Walk, pivô do Phoenix Suns no início da década de 1970 e um dos melhores que a franquia já teve, faleceu no último dia 4, aos 67 anos de idade. A causa da morte não foi divulgada, mas seu estado de saúde já não era bom há muito tempo, desde quando foi detectado um tumor em sua coluna no final da década de 1980.

Sua carreira na NBA, que durou pouco mais de sete temporadas, começou em 1969, quando foi contratado pelo Suns na 2ª escolha do draft. Naquela época, as franquias com as piores campanhas nas divisões Leste e Oeste (ainda não haviam sido criadas as conferências) disputavam em um “cara ou coroa” o direito de fazer a primeira escolha no draft. O Milwaukee Bucks e o Phoenix Suns tinham feito suas estreias na NBA na temporada 1968-69 e, não por acaso, registraram as piores campanhas da liga:  27 vitórias e 55 derrotas para o Bucks e 16 vitórias e 66 derrotas para o Suns.

No “cara ou coroa” o Bucks levou a melhor e tomou uma das decisões mais fáceis na história do draft ao usar sua escolha #1 para contratar Lew Alcindor, o fenômeno tricampeão da NCAA pela UCLA, que mais tarde adotaria o nome de Kareem Abdul-Jabbar. O Suns usou a escolha #2 para contratar Neal Walk, pivô de 2,08 metros que também tinha ganhado ótima reputação por suas atuações no basquete universitário, principalmente como reboteiro.

Neal Walk defendeu o Suns por cinco temporadas, enfrentando algumas lendas da NBA, como o próprio Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain e Wes Unseld. Na temporada 1972-73 Walk registrou médias de 20,2 pontos e 12,4 rebotes por partida. O único outro jogador do Suns em toda história da franquia que teve médias por partida superiores a 20 pontos e 10 rebotes na mesma temporada foi Charles Barkley.

Sua vitalidade e forma física eram invejáveis. Durante as cinco temporadas regulares (5 x 82 = 410 partidas) que defendeu o Suns, Neal Walk deixou de disputar somente dois jogos!

Em 1974 Walk foi negociado com o New Orleans Jazz, atual Utah Jazz, onde atuou em apenas 37 partidas. No início de 1975 foi envolvido numa transação com o New York Knicks que levou o armador Henry Bibby (pai de Mike Bibby) para o Arizona. Sua carreira na NBA terminou em 1977 na Big Apple, onde teve atuações apagadas, quando tinha apenas 28 anos de idade.

Segundo um amigo de infância declarou a Bruce Weber, jornalista do The New York Times, Neal Walk “perdeu” a década de 1960 e decidiu vivê-la anos 1970, fazendo referência ao uso de drogas que prejudicou sua evolução como jogador. Segundo o próprio Neal contava, Wilt Chamberlain teria lhe dito e 1969 que se ele continuasse arremessando daquele jeito chegaria aos 30 mil pontos, o que nos dá uma boa ideia do seu potencial, infelizmente, mal aproveitado.

Sem espaço na NBA, Neal Walk ainda atuou por dois anos na Itália e três em Israel, encerrando definitivamente a carreira em 1981.

Em 1988 Neal Walk se submeteu a uma cirurgia na coluna para retirada de um tumor. Por ironias da vida, aquele jogador que esbanjava saúde de sobrenome Walk ficou impossibilitado de andar desde então. Mas não deixou se abater e integrou uma equipe de basquete em cadeira de rodas durante vários anos.

Posteriormente, o Phoenix Suns contratou Neal Walk para lidar com assuntos comunitários da franquia e como arquivista de fotografias. Também passou a fazer palestras motivacionais. Em 2012, contudo, Walk foi demitido pelo Suns, conforme relatado pelo jornalista Amin Elhassan no tweet abaixo.

Neal Walk recebe homenagens póstumas do Suns e da NBA

O Phoenix Suns publicou em seu site oficial uma longa matéria publicada originalmente em 1999 na extinta Fastbreak Magazine sobre Neal Walk e a NBA produziu um vídeo muito bacana (abaixo) em sua homenagem.

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